A COP30 (Conferência do Clima da ONU), que acontece em Belém em novembro de 2025, é o motor de uma das maiores transformações urbanas recentes da capital paraense. Os projetos visam não apenas receber o evento, mas deixar um legado duradouro para o turismo e para a população, redefinindo o roteiro do que fazer em Belém, principalmente nas áreas de cultura, gastronomia e natureza.
E se você já viajou bastante pelo país e está em busca de um destino mais peculiar, eu lhe convido nesse artigo a descobrir o que fazer em Belém, com dicas de quem passou 20 dias viajando pelo Pará junto a parentes e amigos nativos.
E sabe qual a melhor coisa de viajar com os locais? Ele sempre sabem as melhores opções de passeios e atrativos pra te indicar.
“Em Belém o calorão dilata os esqueletos e meu corpo ficou exatamente do tamanho da minha alma”.- Mário de Andrade
⚡ Resumo Essencial: Belém (Edição 2026)
Belém é a capital mais autêntica do Brasil, ideal para 3 ou 4 dias. Seu roteiro deve focar na imersão cultural e nos sabores amazônicos.
- Cultura e História: Visite o Complexo Feliz Lusitânia (Marco Zero) e o Museu Paraense Emílio Goeldi (o pedaço da floresta na cidade).
- Gastronomia: O Mercado Ver-o-Peso (o maior da América Latina) é obrigatório. Prove o sorvete da Cairú e a cachaça de jambu.
- Hospedagem: Evite o centro. Prefira os bairros mais tranquilos e seguros, como Nazaré ou Batista Campos.
👇 Continue lendo para o roteiro completo e a melhor época para visitar.
O que fazer em Belém? Conheça os principais pontos turísticos
A cidade de Belém é totalmente diferente de outras regiões do Brasil. Ir até lá é perceber novos sabores, um outro estilo de vida um outro clima e com certeza uma cultura muito rica, além disso, provar delícias exóticas sem ter que ir pra qualquer lugar da Ásia está mais perto do que você imagina. Vamos juntos descobrir o que fazer na capital do Pará?
Museu das Amazônias (MAZ)
Localizado no Complexo Porto Futuro II, o Museu das Amazônias (MAZ) é o ponto alto do complexo. Utiliza ciência, arte e tecnologia para apresentar a diversidade cultural, social e biológica da Amazônia. Oferece exposições temporárias de alto nível (por exemplo, já recebeu uma exposição com fotos de Sebastião Salgado).
Praça da República
Você pode começar seu passeio pela Praça da República, uma praça arborizada e cheia de história. Conta-se que o local já foi um cemitério para escravizados e pessoas pobres, depois descamparam o local, e transformaram ele num depósito de pólvora, o que deu a esse lugar o nome de ‘’Largo da Pólvora’’.
O atual nome da praça veio com a construção de um monumento em homenagem a proclamação da república (Fonte: Arte, história, lazer…). Na praça, durante o final de semana, ocorre uma feira de artesanatos e vendas de camelôs.
Passear na Praça da República também é uma maneira de conhecer o centro nervoso da cidade, onde ficam os prédios comerciais e as principais lojas.
Praça Batista Campos
Outra praça interessante que pode ser incluída no roteiro e que está a 15 minutos de caminhada da Praça da República é a Praça Batista Campos. Reformada no ano de 2008, mas sua construção data do século XIX. Possui 3 mil m² e já foi eleita uma das mais bonitas do país.
Basílica de Nazaré
Um patrimônio histórico e uma das mais belas igrejas de Belém, de estilo neoclássico.
Durante o famoso Círio de Nazaré a imagem peregrina sai da Catedral Metropolitana de Belém e segue em procissão até a Basílica.
Endereço: Av. Nª Sra. de Nazaré, 1300

Praça Santuário de Nazaré
A praça fica em frente a Basílica de Nazaré e também é chamada de Largo de Nazaré. É um importante palco da festa do Círio de Nazaré. Uma imagem da famosa santa fica disponível no centro da praça para apreciação durante todo o ano.
Estação das Docas

Espaço São José Liberto
Preço: Grátis
Igreja Santo Alexandre
A igreja, junto com o antigo Palácio Episcopal, abriga o Museu de Arte Sacra. Este museu foi criado em 1998 e possui um acervo de cerca de 320 peças de arte sacra católica, como imagens, pratarias, e objetos litúrgicos provenientes tanto do acervo jesuítico como da cúria metropolitana da cidade. Outra parte do acervo deriva da aquisição da coleção de um médico paraense, Abelardo Santos.
Endereço: Praça Frei Brandão, s/n – Cidade Velha
Museu do Círio
O Museu do Círio é um daqueles lugares que ajudam a entender Belém além do óbvio. Quem visita o espaço consegue sentir, mesmo fora de outubro, a força da maior procissão católica do país e a devoção que move o Círio de Nazaré.
O acervo reúne mais de duas mil peças que contam diferentes camadas da celebração. Há objetos de arte sacra, ex-votos deixados em agradecimento, mantos usados pela Imagem Peregrina e os coloridos brinquedos de miriti, que ganham as ruas durante o Círio. Fotografias, cartazes antigos e itens da berlinda também ajudam a reconstruir a história ano após ano. Parte dessa coleção muda depois de cada procissão, com doações dos promesseiros, o que deixa o museu sempre vivo e em movimento.
A visita funciona de terça a domingo, das 9h às 17h. O ingresso custa R$ 4,00, com gratuidade às terças-feiras, para crianças de até 7 anos e para pessoas acima de 60.
Catedral da Sé
A Catedral Metropolitana de Belém, ou simplesmente Catedral da Sé é a sede da Arquidiocese de Belém. A catedral é parte importante da tradicional celebração do Círio de Nazaré, maior procissão do mundo ocidental. Após uma missa na catedral, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré parte em procissão da catedral até a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, que já mencionamos neste artigo.
Endereço: Praça Dom Frei Caetano Brandão – Cidade Velha
Catedral da Sé – Créditos da Foto piradinho
Forte do Presépio
O Forte do Presépio (nome original Forte do Castelo do Senhor Santo Cristo do Presépio de Belém) fica na orla da Baía do Guajará e é um dos lugares mais simbólicos da cidade. Ele é considerado o marco zero de Belém, porque foi ali que os portugueses ergueram, em 1616, a primeira construção colonial para proteger o novo território. É o ponto onde a história da cidade começa, literalmente.
A visita chama atenção não só pela vista privilegiada para a baía e para o Mercado Ver-o-Peso, mas também pelo que o forte guarda por dentro. O espaço abriga o Museu do Encontro, que apresenta episódios do início da colonização portuguesa na Amazônia. Há peças de cerâmica marajoara, objetos indígenas e antigas armas expostas no interior das muralhas.
Horário: terça a quinta, das 9h às 14h; sexta, sábado e domingo, das 9h às 17h
Endereço: Praça Dom Frei Caetano Brandão, s/n — Cidade Velha
Preço: R$ 4 (inteira). Às terças, a entrada é gratuita.

Casa das Onze Janelas
Edifício histórico da cidade de Belém, que inicialmente foi comprada pelo governo, de um proprietário de engenho de açúcar para funcionar como um hospital e depois passou a ter várias funções militares e atualmente funciona como ponto turístico com museus, cafés e restaurantes.
Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, S/N, Complexo Feliz Luzitânia – Cidade Velha
Complexo Turístico Feliz Lusitânia
O Complexo Turístico Feliz Lusitânia é o conjunto que reúne alguns dos principais pontos históricos da Cidade Velha. Ele engloba lugares que já mencionamos aqui no artigo como o Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas, a Igreja de Santo Alexandre (onde funciona o Museu de Arte Sacra) e a Catedral Metropolitana de Belém,além da Praça Dom Frei Caetano Brandão. É uma área compacta, fácil de explorar a pé.
Mercado Ver-o-peso
O Mercado público trata-se de um ponto turístico e cultural da cidade. Funciona desde 1626 e é considerada a maior feira ao ar livre da América Latina. A visita a esse mercado é providencial para provar as delícias exóticas do Pará.
Para quem tem curiosidade sobre o nome “Ver-o-peso”, há muitos anos, este espaço abrigava a antiga Casa do Haver-o-Peso, um entreposto fiscal que movimentava a economia da Amazônia. Era aqui que se pesavam as mercadorias vindas da região, se calculavam os impostos da Coroa Portuguesa e se recebiam os produtos que chegavam da Europa.
Horário de funcionamento: 5h às 14h, mas a feira livre do lado de fora funciona até 18h30 – fechado aos domingos.
Endereço: Blvd. Castilhos França – Campina
Passeio de barco ao entardecer
Esse é um passeio muito recomendado de se fazer em Belém, que por sinal tem um pôr-do-sol belíssimo.
E não é para ver o brilho dourado do céu, mas também para aproveitar o espetáculo de musica e dança tradicional do Pará, o Carimbó.
Confira mais detalhes e valores aqui: Passeio de barco ao entardecer por Belém
Mercado Municipal Francisco Bolonha
O Mercado Municipal, também conhecido como Mercado de Carnes, também vale a visita.
O prédio, em ferro trabalhado no estilo art nouveau, chama atenção pelo tom verde-água e pela história ligada ao ciclo da borracha. No centro do mercado, uma escada em espiral se destaca.
Solar da Beira
O Solar da Beira é um dos prédios históricos que fazem parte do conjunto do Ver-o-Peso e ajuda a contar um pouco da evolução da cidade. A construção, de início do século XX, já serviu como posto de fiscalização municipal e hoje ganhou nova função: abriga um espaço cultural dedicado ao artesanato e à cerâmica produzidos no Pará.
Depois da restauração concluída em 2020, o prédio ficou ainda mais interessante para visitar. No andar superior, as janelas amplas revelam uma vista diferente do Ver-o-Peso, ótima para observar o movimento do mercado de cima, com o rio ao fundo.
O espaço funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos fins de semana até as 14h. A visita é simples, rápida, mas totalmente gratuita.
Mangal das Garças
Um dos meus pontos turísticos favoritos nessa viagem com certeza foi o Mangal das Garças, que é um parque ecológico revitalizado, com uma área de 40 mil metros quadrados. O parque é cheio de aves pernaltas, marrecos e quelônios, lagos artificiais, canteiros e caminhos sinuosos, além de um borboletário e uma torre panorâmica, de onde é possível observar boa parte da cidade.
Horário de funcionamento: Aberto de terça-feira a domingo, das 9h às 18h. Às segundas-feiras, o parque fecha para manutenção.
Endereço: R. Carneiro da Rocha, s/n, Cidade Velha
Preço: A entrada na área comum do parque é gratuita. No entanto, para acessar os espaços de visitação monitorada, como o Borboletário, o Farol de Belém e o Viveiro das Aningas, há uma taxa de entrada individual de R$ 9,00 por espaço. Você também pode adquirir um passaporte que dá acesso aos três espaços por R$ 22,00. Menores de 7 anos e maiores de 60 anos têm entrada gratuita nesses espaços monitorados (valores atualizados em maio de 2025).

Parque da Residência
Foi residencia oficial dos governadores do Pará. Hoje o parque mantém um orquidário e na sua área central, há um vagão de trem antigo, da Estrada de Ferro de Bragança, onde hoje funciona uma sorveteria de sabores regionais.
Horário de funcionamento: de terça-feira a domingo, de 9h às 17h, fecha às segundas-feiras.
Endereço: Av. Gov. Magalhães Barata, 830 – São Brás
Theatro da Paz
Uma relíquia da época de ouro da borracha nas regiões de Manaus e Belém. Inspirado no Teatro alla Scala, de Milão, o que impressiona o visitante é a sala de espetáculos, com capacidade para 900 espectadores. As visitas no Theatro da Paz são guiadas e são uma delícia.
Horário de funcionamento: terça a sexta-feira: 09h às 12h e 14h às 17h e sábados e domingos das 09h às 12h
Endereço: Avenida da Paz, Praça da República, S/N – Campina
Preço: R$ 10,00 (inteira) | RS 5,00 (meia)
Parque da Cidade
O Parque da Cidade nasceu da transformação de uma antiga área aeroportuária em um amplo espaço de lazer ao ar livre.
São 500 mil m² que reúnem quadras poliesportivas, pistas para caminhada e skate, além do Oratório da Água e da Luz. A Torre de Contemplação completa o conjunto com uma vista panorâmica que permite observar a paisagem de Belém de um jeito especial, criando uma experiência agradável tanto para quem quer se movimentar quanto para quem busca uma pausa tranquila no dia.
Complexo Turístico Ver-o-Rio
O complexo ocupa uma área ampla de frente para a Baía do Guajará e possui um lago com pedalinhos, passarelas de madeira e um mirante na beira do rio, ótimo para observar o movimento das embarcações. Há também várias barracas que vendem comidas típicas.
Ilha do Combu
A Rota do Combu foi lançada oficialmente em setembro de 2025. Trata-se de um roteiro de turismo de base comunitária de 1 dia, que inclui a visita à fábrica de chocolates orgânicos da Filha do Combu, o almoço no restaurante Saldosa Maloca e a experiência do manejo sustentável com a Associação de Mulheres Extrativistas (AME). Outra opção de restaurante para almoço é o Amazon River Combu.
Se interessou pelo passeio e gostaria de um tour completo incluindo transfer e guia? Veja mais detalhes aqui: Passeio de barco pela ilha do Combú
Saiba mais sobre Turismo de Base Comunitária (TBC) e entenda do que se trata.
Ilha do Mosqueiro
A Ilha do Mosqueiro é uma escapada prática para quem está em Belém e quer variar o cenário. Fica a aproximadamente 80 km da capital e tem acesso fácil tanto para quem vai de carro quanto para quem prefere pegar o ônibus que sai do Terminal Rodoviário. A viagem já dá uma boa noção da paisagem ribeirinha da região.
Entre as praias, cada uma tem um clima diferente. A Praia do Paraíso costuma agradar quem busca um ritmo mais calmo, com espaços para provar pratos locais e relaxar nas redes armadas pelos restaurantes. A Praia do Chapéu Virado, por outro lado, tem uma área de areia maior, quiosques e um movimento mais animado, ideal para quem prefere combinar banho e agito.
Orla de Icoaraci
A cerca de 20 km de Belém, a Orla de Icoaraci é uma boa opção para quem quer um passeio tranquilo à beira da Baía do Guajará. O calçadão é amplo, tem quiosques, restaurantes e uma vista bonita para o rio, ideal para uma caminhada no fim da tarde.
Icoaraci também é conhecida pela produção de cerâmica. No bairro do Paracuri, famílias de artesãos seguem técnicas tradicionais para criar peças nos estilos marajoara, tapajônico e icoaraciense. Cada item é moldado e pintado à mão, mantendo símbolos e padrões da cultura indígena amazônica.
Para comprar artesanato, a Feira do Paracuri é o ponto mais movimentado, com barracas que vendem vasos, pratos, esculturas e peças decorativas de vários tamanhos. Se quiser preços melhores e contato direto com os artesãos, vale explorar as olarias fora da área turística, especialmente nas ruas internas do bairro, como a Travessa Soledade.
Quer deixar a sua experiência mais rica? Que tal fazer o Tour da cerâmica artesanal em Icoaraci?
Museu Paraense Emílio Goeldi
O Museu Paraense Emílio Goeldi é uma das instituições mais importantes da Amazônia e combina pesquisa científica com um ambiente verde que encanta quem visita Belém. Fundado no século XIX, ele mantém 4,5 hectares de área preservada que funcionam como um recorte da floresta dentro da cidade, com trilhas, jardins e construções históricas.
Por la é possível observar animais amazônicos como peixes-boi, ariranhas, macacos e diversas aves em ambientes bem cuidados. O Aquário Jacques Huber, o mais antigo da Amazônia, apresenta espécies aquáticas da região e complementa a visita com informações valiosas sobre os ecossistemas locais.
Entre os pontos de interesse estão a Rocinha, uma casa histórica cercada por árvores centenárias, e os caminhos sombreados que tornam a caminhada agradável em qualquer horário. O museu também tem forte atuação em pesquisa e participa de eventos ligados às mudanças climáticas e biodiversidade, alinhados aos temas da COP30.
Em 2025, um dos grandes destaques é a reconstrução da Casa Goeldi em parceria com a Embaixada da Suíça. O novo espaço será voltado à ciência e aos saberes amazônicos, reforçando a relevância cultural e científica da instituição.
O museu está localizado na Av. Magalhães Barata, 376, em São Brás, e funciona de quarta a domingo, das 9h às 16h. A entrada custa R$ 3,00, com gratuidade para crianças de até 12 anos, pessoas acima de 60 e visitantes com deficiência. O pagamento costuma ser feito em espécie.
Parque Estadual do Utinga “Camillo Vianna”
O Parque Estadual do Utinga é uma das áreas verdes mais importantes da Região Metropolitana de Belém. Além de proteger os mananciais que abastecem cerca de 70% da cidade, ele oferece um ambiente perfeito para quem gosta de atividades ao ar livre e contato direto com a natureza. Os Lagos Bolonha e Água Preta são os grandes responsáveis por essa função essencial e criam cenários agradáveis para caminhadas e passeios de bicicleta.
O parque é conhecido pelas pistas extensas de caminhada e ciclovias bem cuidadas, que atraem moradores e visitantes diariamente. Há aluguel de bicicletas no local, com opções que vão desde modelos simples até equipamentos mais robustos para trilhas. Outra atividade que vem ganhando destaque em 2024 e 2025 é a prática de canoagem no igarapé.
As trilhas ecológicas são outro atrativo importante. São 11 trajetos diferentes, alguns em áreas de mata fechada que exigem acompanhamento de condutores ambientais. Para uma pausa tranquila, o Café do Lago (Martens Café) é uma boa escolha, ideal para lanchar com vista para a água antes ou depois do passeio.
O parque fica na Av. João Paulo II, no bairro Curió-Utinga. Funciona de quarta a segunda, das 6h às 17h, e fecha às terças para manutenção. Algumas atividades, como trilhas guiadas e canoagem, têm cobrança à parte e são operadas por empresas credenciadas.
Bosque Rodrigues Alves
Esse é um daqueles lugares que fazem a gente esquecer que está no meio de uma capital. Assim que a gente entra, o calor e o movimento das ruas ficam para trás, e o verde toma conta de tudo. O bosque existe desde o fim do século XIX e guarda um pedaço vivo da Amazônia bem ali, cercado pela cidade.
Caminhar por entre as árvores altas, ouvir os sons da mata e observar os animais que circulam soltos dá a sensação de estar em outro ritmo.
Pelos caminhos sombreados do bosque, surgem igarapés, lagos, viveiros e animais da região, como macacos, tartarugas, aves e até peixes-boi. O lago das vitórias-régias é o ponto mais famoso e rende ótimas fotos.
O espaço também tem áreas de lazer e brinquedos, o que facilita a visita para quem está com crianças.
Praça Dom Pedro II
Criada em 1772, foi o primeiro ponto de Belém a receber mangueiras, árvores que hoje fazem parte da identidade da cidade. Depois da revitalização de 2021, a praça ficou ainda mais agradável, com áreas sombreadas e espaço para caminhar com calma.
No centro está o Monumento ao General Gurjão, acompanhado de outras esculturas menores. Em frente à praça ficam dois prédios importantes: a Prefeitura de Belém e o Museu de Arte de Belém.
Portal da Amazônia
Logo ao sul do Mangal das Garças e com pouco mais de 1 km de extensão, o Portal da Amazônia é uma parte da orla da Baía do Guajará que passou por uma grande revitalização e acabou virando um ponto de lazer muito frequentado em Belém.
O espaço ganhou calçadão com bancos à sombra, quadras esportivas, ciclovia, pista de caminhada, quiosques e áreas ajardinadas, formando uma área ampla e agradável para circular a qualquer hora do dia.
Caixa Cultural Belém
Novo espaço de arte e cultura, ampliando a oferta de exposições e eventos no coração da Cidade Velha.
Outros pontos turísticos de Belém
- Praça do Relógio (Siqueira Campos)
- Praça Milton Trindade
- Museu do Estado do Pará
- Estádio Olímpico do Pará (Mangueirão)
- Casario da Praça Visconde do Rio Branco (Praça da Mercês)
Eventos em Belém
Círio de Nazaré
O evento mais importante da cidade é o Círio de Nazaré que acontece no mês de outubro. Trata-se da maior festa religiosa do país e reúne um conjunto de romarias unindo mais de 2 milhões de pessoas.
É uma grande oportunidade para que os visitantes conheçam uma importantíssima parte da cultura da cidade.
Os festejos contam com várias procissões, porém é no primeiro domingo de outubro que ocorre a grande comitiva que vai da Catedral até a Basílica Santuário de Nossa Senhora de Nazaré.
Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense
O Festival Ver-o-Peso da Cozinha Paraense transforma setembro em um dos períodos mais saborosos para visitar Belém. A cidade recebe chefs de várias regiões do Brasil e do exterior, que se juntam aos talentos locais para explorar o potencial dos ingredientes amazônicos e apresentar novas leituras da cozinha paraense.
O evento costuma ocorrer em dois fins de semana e movimenta restaurantes da cidade com o Circuito Gastronômico, no qual surgem pratos criados especialmente para o festival. A programação principal acontece no Shopping Bosque Grão-Pará, com degustações, estandes de produtores e aulas-show que aproximam o público das técnicas e histórias por trás de cada receita.
Festival Internacional do Chocolate e do Cacau
O Festival Internacional do Chocolate e do Cacau, conhecido como Chocolat Amazônia, é um dos eventos que melhor traduzem a força do Pará como maior produtor de cacau do país e referência na produção de chocolates bean-to-bar (fabricante controla todo o processo, desde a colheita e seleção das amêndoas de cacau até a barra final). Para quem visita Belém nessa época, é uma chance de conhecer marcas locais, provar chocolates de origem e entender como a floresta está diretamente ligada ao sabor de cada barra.
Tradicionalmente realizado no segundo semestre, o festival tem ganhado cada vez mais destaque por abordar sustentabilidade e bioeconomia, temas que dialogam com o cultivo de cacau em Sistemas Agroflorestais, um modelo sem desmatamento que fez do Pará uma referência internacional.
A programação inclui feira de expositores com degustações, venda de chocolates artesanais e a Flor Pará, além do fórum técnico, que discute inovação e mercado do cacau.
Verão nas Ilhas
O Verão nas Ilhas, também chamado de Verão Amazônico, não é um festival concentrado em um único espaço, mas um programa municipal que espalha atividades de lazer, esporte e cultura pelas áreas balneárias de Belém. Julho é o mês em que tudo acontece: coincide com as férias escolares e marca o auge da temporada de sol, quando as praias fluviais ficam ainda mais procuradas.
As ações se distribuem entre Mosqueiro, Outeiro, Icoaraci e Cotijuba, cada uma com suas particularidades. Em Mosqueiro, a Corrida do Sol movimenta atletas e moradores e nas demais ilhas, campeonatos de vôlei de praia, futebol de areia, aulas de ginástica e atividades do Brinca Belém garantem programação para famílias inteiras.
O que fazer a noite em Belém
Dentre os points de agito da vida noturna entre os locais estão o Açaí Biruta, o Vitrine e o Emporium Belém.
Onde comer em Belém?
A gastronomia é um dos grandes atrativos Belém. Os ingredientes exóticos e inusitados fazem da culinária local uma aventura por cores, cheiros e sabores inimagináveis.
Dentre os principais pratos típicos da região estão: a maniçoba, o tacacá, o pato no tucupi, a tapioca, e claro, o açaí.
Armazém da Gastronomia
Fica dentro do Complexo Porto Futuro II e trata-se de um polo de alta gastronomia que concentra novos empreendimentos, como a filial do famoso Puba Bar (dos chefs Thiago Castanho e Gustavo Rodrigues), focado na mandioca e coquetelaria amazônica.
Mercado de São Brás
Reaberto em outubro de 2025, o Mercado de São Brás ganhou uma nova vida sem perder o charme da sua arquitetura art nouveau misturada a elementos neoclássicos.
O espaço, que faz parte da história de Belém, agora funciona como um Polo Gastronômico vibrante e bem organizado, reunindo quase 90 empreendimentos entre restaurantes, bares, sorveterias e lojinhas variadas.
Iacitata Ponto De Cultura Alimentar
A comida é preparada com ingredientes cultivados sem agrotóxicos por pequenas famílias, comunidades quilombolas e grupos ligados ao MST. Cada prato carrega um trabalho cuidadoso e uma relação direta com a cultura e a biodiversidade amazônica. É uma daquelas experiências que mostram, no sabor, a força do território e de quem vive dele.
Manjar das Garças
Fica dentro do parque Mangal das Garças e já foi premiado como o melhor restaurante da cidade. Vale a pena conferir o cardápio e as delicias que eles oferecem, privilegiando os ingredientes locais, mas os preços são turísticos.
Mangal Pai D’Égua
Ainda dentro do parque Mangal das Garças o Mangal Pai D’Égua possui preços mais acessíveis. O menu é à la carte, com pratos típicos paraenses bem servidos e preços mais em conta que o Manjar das Garças.
Meu Garoto
No bar Meu Garoto é recomendável tomar uma provinha de cachaça com jambu. O jambu é uma erva típica da região Norte do Brasil, muito utilizada na culinária e com o poder de deixar a boca adormecida.
Sorveteria Cairú
A Sorveteria Cairú faz parte da história afetiva de Belém. Aberta nos anos 60, virou referência quando o assunto é sorvete com sabor de Amazônia, daqueles que a gente lembra para sempre. Em 2023, ganhou ainda mais reconhecimento ao aparecer como a 32ª melhor sorveteria do mundo no ranking da TasteAtlas. Hoje, também é considerada Patrimônio Cultural de Natureza Material e Imaterial do Pará, um título que combina perfeitamente com a importância que ela tem para os paraenses.
Não dá para sair de Belém (ou do Pará em geral) sem provar um sorvete na Sorveria Cairú e assim cair nas graças dos sabores exóticos do Pará. Além dos sabores tradicionais, a sorveteria conta com opções como o de cupuaçú, de açaí, de bacuri, entre outros. Existe uma filial dessa sorveteria dentro da Estação das Docas.
Veja a localização dos pontos turísticos de Belém no mapa:
Quando ir e quantos dias ficar e o clima na cidade de Belém?
Quase todos os dias do no chove na capital do Pará, ela vem normalmente em forma de tromba d’água no final da tarde. Nada que nos impeça de pegar um dia super quente e ensolarado durante a manhã. Entre junho e novembro são as épocas com menos incidência de chuva.
O que vale saber é que no mês de outubro é quando ocorre o Círio de Nazaré, o maior evento religioso do Brasil e a maior procissão católica do mundo. É uma época muito lotada, então se você pretende viajar nesse época, programe passagem e hospedagem com antecedência.
Quanto a quantidade de dias que você deve ficar na cidade, indicamos um roteiro de 3 ou 4 dias na cidade para ver todos os pontos turísticos sugeridos neste artigo.
Como chegar e circular em Belém?
O aeroporto de Belém, Val de Cans (BEL), fica a 10 km do centro da cidade e o trajeto costuma levar em torno de 20 a 30 minutos, a depender do trânsito.
O Uber funciona bem na cidade e costuma ser mais barato do que os táxis.
Para quem está planejando alugar um carro durante a viagem, pode ser interessante pesquisar as ofertas disponíveis no Booking.com, especialmente se já utiliza a plataforma para fazer reservas de hotéis.
O site já é bastante popular entre os viajantes, o que ajuda a trazer mais tranquilidade no momento da reserva. Além disso, existe a vantagem de concentrar todas as informações da viagem em um único lugar.
Outro ponto positivo é que o Booking reúne opções de diferentes locadoras. Assim, você consegue comparar preços, categorias de veículos, avaliações de usuários e políticas de cancelamento sem precisar acessar vários sites.
Se você está considerando a opção de viajar de ônibus, a Quero Passagem é a aliada perfeita. Ela é a nossa mais recente parceira aqui no blog e se destaca no universo das vendas de passagens rodoviárias online. Através da plataforma você pode comparar e adquirir passagens dentre uma ampla lista de mais de 200 empresas de ônibus oficiais. Para maior comodidade, as alternativas de pagamento incluem PIX ou cartão de crédito, o qual ainda permite o parcelamento
Onde ficar em Belém do Pará
O centro de Belém não é a área mais confortável para se hospedar. Para uma experiência mais tranquila, prefira os bairros Nazaré ou Batista Campos. São regiões agradáveis, com uma boa seleção de restaurantes, lojinhas, bares e comércio.
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Dicas
Fique atento! A maioria dos museus e atrações turísticas em Belém não funciona as segundas-feiras. Vale a pena consultar o horário de funcionamento dos atrativos antes de se dirigir ao local.
Perguntas Frequentes sobre Belém
Quantos dias são ideais para conhecer Belém?
Recomenda-se ficar entre 3 a 4 dias em Belém para visitar com calma os principais pontos turísticos, como o Mangal das Garças, Estação das Docas, Basílica de Nazaré, além de experimentar a culinária típica.
Qual é a melhor época para visitar Belém?
A melhor época para visitar Belém vai de junho a novembro, quando há menos incidência de chuvas. Outubro é especial por conta do Círio de Nazaré, maior festa religiosa do Brasil.
O que fazer em Belém em 1 dia?
Com apenas 1 dia, o ideal é priorizar o Mercado Ver-o-Peso, a Estação das Docas e o Mangal das Garças, além de almoçar em um restaurante típico e provar o sorvete da Cairú.
O que fazer em Belém com crianças?
O Mangal das Garças, o Parque da Residência (com a sorveteria no vagão), e passeios leves pelo centro histórico são ótimas opções para quem viaja com filhos.
Belém é segura para turistas?
Belém tem áreas seguras para turismo, especialmente durante o dia. Como em toda cidade grande, é recomendável evitar ruas pouco movimentadas à noite e manter atenção aos pertences em locais mais cheios.
Onde comer comida típica em Belém?
Entre os locais mais indicados estão o Manjar das Garças, o bar Meu Garoto (para experimentar a cachaça de jambu) e a Sorveteria Cairú, famosa pelos sabores exóticos como bacuri e cupuaçu.
Como chegar à Ilha de Marajó a partir de Belém?
A partir do terminal hidroviário de Belém, saem embarcações para Soure e Salvaterra na Ilha de Marajó. O trajeto leva entre 2 e 3 horas, dependendo da embarcação escolhida.
O que fazer nos arredores de Belém?
Ilha de Marajó
Esse é tradicionalmente um passeio que pode ser feito num bate e volta a partir de Belém. O blog da Amanda Noventa tem um guia que pode ajudar a planejar essa experiência por lá: Guia da Ilha de Marajó, no Pará.
Salinópolis
Salinópolis, ou como é conhecida por lá: Salinas, está a 214 km da capital e costuma ser o destino de praia dos belenenses. Se você tem mais tempo na capital vale a pena investir em conhecer o destino. Saiba mais no post Salinas ou Salinópolis (Pará).
Alter do Chão
Em Alter do Chão, você pode fazer passeios de barco para conhecer o Encontro das Águas, visitar a Floresta Nacional do Tapajós (Flona) com trilhas e banhos em igarapés, conhecer praias de rio famosas como a Ilha do Amor, subir o Morro da Piraoca para ver o pôr do sol e explorar lagos como o Lago Verde e o Lago do Tapari.



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