Rota das Cachoeiras em Corupá

O município de Corupá fica no norte do estado de Santa Catarina e é considerado a capital catarinense da banana. Além disso encanta seus visitantes com muita simplicidade e beleza natural, mas o que traz a fama da cidade é a Rota das Cachoeiras. Trata-se de uma sequencia de cachoeiras divididas em uma trilha que faz parte da RPPN – Reserva Particular do Patrimônio Natural – Emílio Fiorentino Battistella, uma área de 1.153,66 hectares.

Como adquirir seus ingressos?

A primeira coisa que o visitante deve saber é que os ingressos não são vendidos na portaria do parque, mas podem ser comprados no caminho para a rota nos restaurantes e bares que se estendem ao longo da estrada. Eu só me dei conta disso quase na entrada do parque, quando me deparei com uma placa imensa dizendo que aquele era o último local para adquirir os ingressos. O valor do ingresso é de R$ 15,00 por pessoa e ele é entregue na portaria do parque, onde também se encontram o estacionamento, o centro de visitantes, banheiros e lanchonetes.

1º Queda – Cachoeira do Suspiro

Rota das Cachoeiras

De mapa na mão (disponibilizado na recepção), o visitante segue pela trilha que se chama “Passa Águas” e que vai beirando o Rio Novo. A primeira queda fica a apenas 100 m dali e trata-se da Cachoeira do Suspiro. Ela impacta o visitante pois é uma queda grande e bonita.

Alguns metros acima fica a Cachoeira da Banheira, ainda maior e mais bonita do que a primeira. Observe e passe alguns minutos aproveitando o local e depois siga para a próxima cachoeira que também é encantadora, estamos falando da Cachoeira dos Três Patamares. Eu confesso que não imaginava que as três primeiras cachoeiras do percurso fossem ser tão grandes, mas foi uma ótima surpresa.

Encha os pulmões de ar, pois a subida para Cachoeira da Pousada do Café é bem ingrime (4º queda). É possível observá-la a partir de uma ponte. A essa altura do campeonato vale dizer também que não é permitido banho nas quedas, mas o “refresco” para os visitantes aparece após essa cachoeira. Nesse ponto são disponibilizados alguns chuveiros com água natural e geladíssima que desce das cachoeiras. Vale a pena “lavar a alma”.

A partir daí o caminho dá uma folga pois alguns bancos e decks de maneira aparecem na trilha para tornar a caminhada menos cansativa.

4º Queda – Cachoeira da Pousada do Café

A quinta e a sexta queda são quedas pequenas, tratam-se respectivamente da Cachoeira do Repouso e da Cachoeira do Remanso Grande e são as cachoeiras que você pode perder menos tempo com paradas. Eu por exemplo, quando cheguei na 5º queda já tinha uma hora de trilha, então quis acelerar um pouquinho o percurso.

As Cachoeiras 7 e 8 ficam no mesmo local, e são chamadas de Confluência I e Confluência II e elas tem esse nome pois seus rios se unem a caminho da 6º queda. Na Confluencia II há acesso para que os visitantes chegam próximo a cachoeira, mas não se animem, não há poço para banho e o fluxo de água é pequeno.

Confluencia I e II – Quedas 7 e 8

A 9º cachoeira, conhecida pelo nome de Corredeiras é uma das mais fofinhas do percurso, pelo menos essa foi a minha sensação quando cheguei no local, ela tem um poço encantador, uma pena que o banho não seja permitido.

Cachoeira das Corredeiras

A medido que a trilha segue, as cachoeiras ficam mais distantes e a trilha mais puxada, mas não desista. A 10º queda chama-se Cachoeira do Tombo, e não é possível visualizar essa cachoeira tão de perto, mas o que dá pra ver já vale a visita.

Cachoeira do Tombo

A 11º cachoeira (Cachoeira do Palmito) é observada a partir de uma espécie de mirante e a 12º queda (Cachoeira da Surpresa) é belíssima e pode ser observada de uma ponte de madeira. Seu nome faz jus a sua beleza e ver essa queda d’agua realmente é uma grata surpresa. Um motivo a mais para seguir em frente ignorando aquela coisa que se chama cansaço.

Infelizmente não pude visitar a 13º queda (Cachoeira do Boqueirão), pois desde 2013 elá está interditada devido a uma enchente que ocorreu no local. Boa parte do parque foi abalado nessa área, assim como a outra trilha que lá existia que está interditada pelo mesmo motivo, mas é importante saber que a maior parte já está recuperada e sem sinais de que ali aconteceu esse infortúnio.

A distancia entre a 12º cachoeira e a 14º é a maior do percurso, junte forças e siga em frente. Chegando lá você irá se deparar com a cachoeira do Salto Grande que é impressionante com seus 125 m de altura. Posso dizer que está classificada entre as cachoeiras mais lindas que vi na vida. Infelizmente por foto não dá pra ter noção do tamanho e da magnitude desse salto.

Salto Grande – Queda 14

Com relação a conservação, a limpeza e a sinalização o parque merece uma nota 10. A trilha é muito bem sinalizada e existem placas indicativa com o nome das cachoeiras em cada uma das paradas, além de placas indicando a distancia percorrida e a distancia restante. Boa parte da trilha possui grades de proteção margeando as escadas.

Se você quer saber mais sobre essa região, leia o post Conheça São Bento do Sul e Corupá.

Informações importantes

A rota das cachoeiras é uma trilha de 2900 m (só de ida), e a maior parte dela se dá em constante subida, ou seja, é necessário um preparo físico mínimo para encarar os trechos bem inclinados que aparecem pelo caminho. O desnível também é grande, são aproximadamente 600 m da base até a última cachoeira, e o nível da trilha é considerado moderado.

O tempo estimado de percurso é de 4h e é claro que esse tempo vai variar de acordo com o tempo em que você irá permanecer em cada cachoeiras e do seu condicionamento físico, por esse motivo inclusive, só é permitido iniciar o percurso até às 15h no verão e até às 14h, no inverno.

O horário de funcionamento do parque é de 7h às 19h no verão e 7h30 às 18h30 no inverno.

A foto da 2º queda também está destacada no início deste post.

Período da viagem: setembro de 2017

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