O que fazer em Salvador em 3 dias, 4 dias ou mais dias

O que fazer em Salvador | Salvador é nacionalmente conhecida como a “Terra de Todos os Santos”, dos encantos e do axé. Conhecida também pelo imenso número de igrejas (reza a lenda que são 365, uma para cada dia do ano),  pelo carnaval de trio elétricos e pela culinária “arretada”.

A cidade que já foi a primeira capital do Brasil é rica em história e cultura e aqui vamos falar de muitos motivos que vão fazer você ficar morrendo de vontade de largar tudo e sair correndo pra lá.

Preparamos um roteiro com as principais atrações de Salvador para você que quer ficar 2, 3, 4, 7 ou até mais dias na cidade.

O que fazer em Salvador?

Pelourinho e Centro Histórico

O Pelourinho é um bom lugar para começar a conhecer Salvador. Ele faz parte do Centro Histórico, reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco, e reúne igrejas, museus, casarões e largos que podem ser explorados a pé.

Uma forma de organizar a caminhada é começar pela Praça da Sé, seguir pelo Terreiro de Jesus, fazer um desvio até o Largo do Cruzeiro de São Francisco e terminar no Largo do Pelourinho. O percurso permite conhecer a região por fora e escolher algumas visitas internas conforme seus interesses.

Perto da Praça da Sé, a Casa do Carnaval da Bahia apresenta a história da festa por meio de fantasias, músicas, imagens e experiências interativas. É uma opção para entender a importância do Carnaval na cultura da cidade mesmo quando a viagem acontece fora da época da festa.

No Terreiro de Jesus, a Catedral Basílica de Salvador chama atenção pelo interior e pelo acervo de arte sacra. Na mesma praça fica o Museu Afro-Brasileiro da UFBA, uma escolha para quem deseja dedicar mais tempo à história e às expressões culturais de matriz africana.

Ao passar pelo Largo do Cruzeiro de São Francisco, você verá a Igreja e Convento de São Francisco, conjunto conhecido pela ornamentação do interior da igreja. A visita interna, porém, não está disponível: o espaço permanece fechado após o desabamento de parte do teto da igreja em 2025 e passa por um processo de restauro. Por enquanto, considere essa parada apenas como parte da caminhada.

No Largo do Pelourinho, vale observar os casarões. Em um deles, o conhecido casarão azul, funciona a Fundação Casa de Jorge Amado, que preserva documentos, livros e objetos ligados à trajetória do escritor e de Zélia Gattai. Já a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos foi construída pela Irmandade dos Homens Pretos e é uma parada importante para conhecer a história da população negra e suas tradições religiosas em Salvador.

Quem quiser continuar pelas atrações culturais do bairro pode incluir a Casa do Benin, dedicada às conexões entre a Bahia e o país africano, com acervo e exposições. Outra possibilidade é conferir a programação do Teatro Miguel Santana, onde o Balé Folclórico da Bahia realiza apresentações. Essas visitas dependem do funcionamento e da agenda na data da viagem.

O Largo do Pelourinho também apareceu no clipe They Don’t Care About Us, gravado por Michael Jackson com o Olodum. É uma curiosidade para observar durante o passeio, entre tantas histórias que fazem parte da região.

Para caminhar com um guia e conhecer melhor a história da região, reserve aqui o free tour pelo Pelourinho e Centro Histórico. A reserva não tem preço fixo, mas o passeio prevê uma contribuição ao guia ao final.

Tem apenas 3 ou 4 horas para conhecer o Pelourinho e Centro Histórico? Priorize a caminhada pela Praça da Sé, Terreiro de Jesus, Largo do Cruzeiro de São Francisco e Largo do Pelourinho. Nesse trajeto, reserve tempo para observar a Catedral Basílica, a Igreja de São Francisco por fora e a Igreja do Rosário dos Pretos. Se quiser fazer uma visita interna, escolha uma atração conforme seu interesse: a Catedral, a Fundação Casa de Jorge Amado ou a Casa do Carnaval. Assim, você conhece os pontos mais conhecidos da região sem transformar o passeio numa corrida.

Pelourinho

Santo Antônio Além do Carmo

Depois de percorrer o Pelourinho, você pode continuar a caminhada até Santo Antônio Além do Carmo. O bairro reúne casarões coloridos, igrejas, ateliês, bares e restaurantes. É uma boa escolha para quem quer passear sem um roteiro rígido e terminar o dia com vista para a Baía de Todos os Santos.

No caminho, passe pela Escadaria do Passo, junto à Igreja do Santíssimo Sacramento da Rua do Passo. Em uma das paredes da escadaria está a frase “O Rio é o Brasil, São Paulo é o Mundo e a Bahia é a Bahia”. A escadaria também serviu de cenário para o filme O Pagador de Promessas.

Continue pelo Largo do Carmo e pela Rua Direita de Santo Antônio, observando as fachadas e entrando nas lojas e galerias que chamarem sua atenção. Mais adiante, a Igreja de Santo Antônio Além do Carmo é uma referência para chegar ao largo de mesmo nome, onde você pode fazer uma pausa.

Há bares e restaurantes ao longo do percurso. Perto da Igreja do Passo, o Bar Cruz do Pascoal é uma opção tradicional para parar.

O trajeto a partir do Pelourinho inclui ladeiras e escadarias, então considere isso ao planejar a caminhada.

Arte de rua: "O Rio é o Brasil, São Paulo é o Mundo e a Bahia é a Bahia"
Arte de rua: “O Rio é o Brasil, São Paulo é o Mundo e a Bahia é a Bahia”

Elevador Lacerda

O Elevador Lacerda é um dos cartões-postais de Salvador e também um meio de transporte usado no dia a dia da cidade. Ele liga a Praça Tomé de Sousa, na Cidade Alta, à Praça Cairu, na Cidade Baixa, facilitando o deslocamento entre o Centro Histórico e a região do Comércio.

Inaugurado em 1873, foi o primeiro elevador urbano do mundo e, na época, também o mais alto. Antes de descer, aproveite a vista da Praça Tomé de Sousa para a Baía de Todos os Santos e observe a fachada do Palácio Rio Branco, que fica ao lado. O palácio passa por obras, então não conte com uma visita ao interior.

Na parte de baixo, você sairá perto do Mercado Modelo, a próxima atração deste guia. O elevador funciona como transporte público; confira o horário de operação e a tarifa antes do passeio.

Elevador Lacerda

Mercado Modelo

Na Cidade Baixa, a poucos passos da saída do Elevador Lacerda, fica o Mercado Modelo. O espaço reúne lojas de artesanato, roupas, objetos de decoração e lembranças da Bahia, além de restaurantes. Vale percorrer os corredores com calma para ver a variedade de peças antes de escolher o que levar.

Na minha visita, comprei um jogo de dama cujas peças representam uma roda de capoeira. Foi uma das lembranças mais criativas que encontrei por lá.

O Mercado Modelo também abriga a Galeria Mercado, no subsolo. Diferentemente do passeio pelas lojas, essa é uma visita cultural, com obras de arte e uma exposição sobre a história do próprio mercado. É uma opção para quem quer conhecer o espaço além das compras.

A entrada na Galeria Mercado é paga, com gratuidade às quartas-feiras. Em outubro de 2026, o ingresso custava R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). A galeria funcionava de terça a sábado, das 9h às 17h, e aos domingos e feriados, das 9h às 14h, com encerramento da entrada antes do fechamento.

Mercado Modelo
Mercado Modelo

Basílica Nosso Senhor do Bonfim

Independentemente da sua fé, vale conhecer a Basílica Nosso Senhor do Bonfim, um dos lugares mais conhecidos de Salvador. Construída no século XVIII, a basílica fica na Colina Sagrada, no bairro do Bonfim, na Península de Itapagipe e apresenta elementos rococós na fachada e neoclássicos no interior.

O gradil coberto de fitinhas coloridas é uma das imagens mais associadas à basílica. Segundo a tradição, quem amarra uma fitinha faz seus pedidos. Você encontra as fitas à venda no entorno, mas vale reservar um momento para observar a igreja e, se estiver aberta à visitação, conhecer também seu interior.

Outro acontecimento ligado ao local é a Lavagem do Bonfim, realizada em janeiro, na quinta-feira que antecede o segundo domingo após o Dia de Reis. O cortejo sai da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, e segue até a Colina Sagrada, onde as baianas lavam as escadarias e o adro da basílica com água de cheiro.

Você pode combinar a visita com a Ponta do Humaitá, também na Península de Itapagipe.

Fitinhas na grade da Igreja do Senhor do Bonfim
Fitinhas na grade da Igreja do Senhor do Bonfim

Farol da Barra e Museu Náutico

O Farol da Barra fica na ponta do Forte de Santo Antônio da Barra, onde a Baía de Todos os Santos encontra o Oceano Atlântico. É um dos cartões-postais mais conhecidos de Salvador e vale a visita mesmo para quem pretende conhecê-lo apenas por fora.

O forte é mais antigo que o farol: a primeira sinalização luminosa foi instalada ali em 1698, tornando-se um marco da navegação nas Américas. Hoje, o interior da fortificação abriga o Museu Náutico da Bahia, com instrumentos de navegação, peças recuperadas de naufrágios e exposições sobre a história marítima de Salvador e da baía.

Eu não tive a oportunidade de visitar o museu, mas gostei de conhecer o Farol da Barra por fora e apreciar a paisagem. Se puder, escolha um dia de tempo bom para caminhar pelo entorno. O fim da tarde também é um dos momentos mais procurados para assistir ao pôr do sol.

A caminhada pela área externa é gratuita; a entrada no forte e no museu é paga. Em outubro de 2026, o Museu Náutico informava funcionamento diário, das 9h às 18h, com entrada até 17h30. O ingresso custava R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia). Confira horários e valores antes da visita.

Farol da Barra

Passeio de escuna pela Baía de Todos os Santos

Um passeio de barco pela Baía de Todos os Santos é uma opção para conhecer as ilhas em um dia e observar Salvador de outro ângulo. As embarcações saem da região do Terminal Marítimo, próxima ao Mercado Modelo, e atravessam a baía em direção à Ilha dos Frades e à Ilha de Itaparica.

Na excursão que indicamos, há uma parada de aproximadamente duas horas na Ilha dos Frades para aproveitar a praia. Depois, o barco segue para Itaparica, onde os visitantes têm cerca de duas horas livres para almoçar e conhecer a região da Praia de Ponta de Areia. É um passeio para quem quer visitar as duas ilhas no mesmo dia, sabendo que o tempo em cada parada é limitado.

O passeio dura cerca de oito horas e inclui transporte entre o hotel e o terminal, trajeto de barco e acompanhamento de guia. Almoço, taxas ambientais e impostos portuários são cobrados à parte. Antes de reservar, confira os valores dessas despesas, os locais atendidos pelo transporte e as condições para a data da sua viagem.

Confira o passeio de barco pela Ilha dos Frades e Itaparica e faça sua reserva pela Civitatis.

Melhores Praias de Salvador

Para incluir praia na primeira viagem a Salvador, comece pela Barra. A Praia do Porto da Barra é uma das mais procuradas, com mar geralmente mais calmo e uma faixa de areia que costuma ficar cheia nos fins de semana. Dali, você pode caminhar pela orla até a Praia do Farol da Barra e combinar o passeio com a visita ao farol.

A Praia de Itapuã, lembrada na música Tarde em Itapuã, de Vinicius de Moraes e Toquinho, também está entre as mais conhecidas da cidade. Na mesma direção ficam Piatã e Pedra do Sal, alternativas para quem quer explorar outros trechos da orla. Mais adiante, Stella Maris e a Praia do Flamengo têm faixas de areia extensas e opções de barracas para passar o dia. Nessa parte do litoral, o mar pode ter ondas fortes, embora se formem piscinas naturais em alguns pontos durante a maré baixa.

Mais perto da Barra, Ondina pode ser uma opção para quem está hospedado na região. No Rio Vermelho, a Praia da Paciência tem uma pequena faixa de areia, enquanto a Praia do Buracão fica em um trecho mais reservado, acessado por escadaria. Antes de entrar na água, observe as condições do mar, que podem ser agitadas.

Na Península de Itapagipe, a Praia da Ribeira e a Praia da Boa Viagem podem entrar no mesmo passeio pela Basílica do Bonfim e pela Ponta do Humaitá. São paradas interessantes para conhecer a orla dessa parte da cidade, sem precisar reservar um dia inteiro de praia para elas.

Se pretende entrar no mar, consulte o boletim de balneabilidade do Inema antes de escolher a praia. A condição para banho varia conforme a semana e o ponto de coleta, inclusive em praias bastante frequentadas.

Rota dos Fortes de Salvador

Eu gosto muito de conhecer fortes e fortalezas nas cidades que visito. Em Salvador, eles ajudam a entender como a entrada da Baía de Todos os Santos era protegida e ainda oferecem vistas para diferentes trechos da orla. Para montar uma rota, vale dividir as visitas entre a Barra e a Península de Itapagipe, pois os fortes não ficam todos próximos.

Na Barra, comece pelo Forte de São Diogo e pelo Forte de Santa Maria, que ficam nas extremidades da Praia do Porto da Barra. Além de observar as construções, você pode visitar o Espaço Carybé das Artes, em São Diogo, e o Espaço Pierre Verger da Fotografia Baiana, em Santa Maria. Depois, siga pela orla até o Forte de Santo Antônio da Barra, onde ficam o Farol da Barra e o Museu Náutico, já apresentados com mais detalhes neste guia.

Em outro momento, combine o Forte de Nossa Senhora de Monte Serrat com a visita à Ponta do Humaitá. Ele fica na Cidade Baixa, perto da Basílica do Bonfim, e oferece uma vista ampla da baía. Como o acesso aos espaços internos pode variar, confirme as condições de visitação antes de ir.

Você também verá o Forte de São Marcelo nas águas da baía, em frente à região do Mercado Modelo. Sua construção circular chama atenção, mas ele permanece fechado à visitação enquanto é preparado para uma futura reabertura. Por enquanto, entra na rota como um ponto para observar da orla.

Está buscando opções de passeio fora da rota? Confira 5 passeios alternativos em Salvador. As dicas são do blog Vaneza com Z.

Outros atrativos de Salvador

Solar do Unhão e Museu de Arte Moderna da Bahia

Às margens da Baía de Todos os Santos, o Solar do Unhão é o conjunto histórico que abriga o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A visita combina a arquitetura do local, exposições de arte moderna e contemporânea e áreas externas, como o Parque das Esculturas.

É uma opção para quem gosta de arte ou quer incluir uma parada cultural com vista para a baía. Antes de ir, confira as exposições e a programação: o museu também recebe eventos, como a JAM no MAM, em datas específicas. Se o tempo estiver bom, vale planejar a visita para o fim da tarde e aproveitar a paisagem.

O Solar fica na Avenida Contorno, fora do percurso a pé pelo Pelourinho, Elevador Lacerda e Mercado Modelo. Em outubro de 2026, o MAM-BA informava funcionamento de terça a domingo, das 10h às 18h.

Ponta do Humaitá

Na região de Monte Serrat, a Ponta do Humaitá é uma opção para apreciar a Baía de Todos os Santos, especialmente no fim da tarde. O pequeno farol junto ao mar, a Igreja e o Mosteiro de Nossa Senhora de Monte Serrat compõem a paisagem. Nas proximidades também fica o Forte de Monte Serrat.

O passeio faz mais sentido para quem já vai à Basílica do Bonfim e quer continuar pela Península de Itapagipe. Se esse for o seu plano, deixe a Ponta do Humaitá para o fim do dia e reserve tempo para ver o pôr do sol.

Dique do Tororó

O Dique do Tororó é uma opção de passeio ao ar livre perto do centro de Salvador. Seu principal destaque são as esculturas dos orixás do Candomblé, criadas pelo artista Tati Moreno e instaladas sobre o espelho d’água. Elas representam uma parte importante da cultura e da religiosidade da cidade.

O entorno tem caminhos para passear e áreas para fazer uma pausa. A visita é gratuita e pode ser combinada com a Arena Fonte Nova, que fica em frente ao dique. Para quem dispõe de pouco tempo em Salvador, funciona melhor como uma parada complementar do que como um passeio para ocupar boa parte do dia.

Arena Fonte Nova

Em frente ao Dique do Tororó, a Arena Fonte Nova pode interessar a quem gosta de futebol ou quer conhecer os bastidores de um estádio. É possível vê-la por fora durante a passagem pela região; para entrar, a opção é o Tour na Fonte, realizado em parceria com o Museu do Bahia.

A visita guiada inclui o museu e espaços da arena, como arquibancadas, vestiários e a área do gramado. Em outubro de 2026, o tour era oferecido de quarta a domingo, às 10h e às 14h. Como jogos e eventos podem alterar o percurso ou suspender as visitas, confira a disponibilidade e os ingressos antes de ir.

Cidade da Música da Bahia

Perto do Mercado Modelo, a Cidade da Música da Bahia apresenta os ritmos, artistas e movimentos que ajudaram a construir a identidade musical de Salvador. As exposições usam vídeos, gravações e recursos interativos, por isso é uma boa visita para acrescentar ao passeio pelo Comércio.

Casa do Rio Vermelho

A Casa do Rio Vermelho foi a residência de Jorge Amado e Zélia Gattai. Hoje, seus cômodos, objetos pessoais e jardim ajudam a contar a história do casal. É uma visita diferente da Fundação Casa de Jorge Amado, no Pelourinho, e uma oportunidade de incluir um passeio cultural pelo Rio Vermelho.

Casa das Histórias de Salvador

Na região do Comércio, a Casa das Histórias de Salvador reúne exposições sobre a cidade, seus moradores e suas transformações ao longo do tempo. Fica perto da Galeria Mercado e pode ser combinada com o Mercado Modelo e a Cidade da Música da Bahia.

Casa de Iemanjá

No Rio Vermelho, a Casa de Iemanjá fica junto à colônia de pescadores e é uma referência para a festa dedicada à orixá, celebrada em 2 de fevereiro. Mesmo fora dessa data, vale conhecer o entorno e entender a importância do lugar para as tradições religiosas e culturais de Salvador.

Feira de São Joaquim

A Feira de São Joaquim, na Cidade Baixa, reúne barracas de alimentos, ervas, artesanato e artigos religiosos. Como é um mercado frequentado no dia a dia pelos moradores, oferece uma experiência diferente da visita ao Mercado Modelo. Vá com tempo para percorrer seus corredores e observar a variedade de produtos.

Santuário de Santa Dulce dos Pobres e Memorial Irmã Dulce

Na região do Bonfim, o Santuário de Santa Dulce dos Pobres recebe visitantes que desejam conhecer o lugar dedicado à religiosa baiana. No Memorial Irmã Dulce, objetos e registros contam sua trajetória e o trabalho das Obras Sociais Irmã Dulce. A visita pode ser combinada com a Basílica do Bonfim.

Museu do Mar Aleixo Belov

No Largo de Santo Antônio Além do Carmo, o Museu do Mar Aleixo Belov é uma opção de visita interna para acrescentar à caminhada pelo bairro. O acervo reúne objetos ligados às viagens do navegador, e uma das atrações é o veleiro Três Marias, construído por ele.

Museu da Misericórdia

Perto da Praça da Sé, o Museu da Misericórdia ocupa um edifício histórico ligado à antiga Santa Casa. Seu acervo aborda a assistência à população, a medicina e a vida em Salvador ao longo dos séculos. É uma opção para quem quiser dedicar mais tempo ao Centro Histórico.

O que fazer em Salvador a noite?

Bairro do Rio Vermelho

O Rio Vermelho é uma das principais escolhas para sair à noite em Salvador. Você pode começar pelo Largo de Santana, conhecido pelas barracas de acarajé, entre elas a da Dinha, e pelos bares ao redor da praça.

Outra parada é o Largo da Mariquita, onde fica o Acarajé da Cira. Perto dali, a Praça Caramuru, no antigo Mercado do Peixe, reúne bares e restaurantes e costuma ser bastante movimentada. Quem procura música pode conferir a programação da Casa da Mãe.

Na minha visita, escolhi o Boteco do França e pedi a batatinha gratinada e o frango a passarinho. Gostei muito dos dois.

Santo Antônio Além do Carmo

Se você passar a tarde em Santo Antônio Além do Carmo, pode estender o passeio para jantar ou tomar algo em um dos bares e restaurantes do bairro. É uma opção para aproveitar a vista da Baía de Todos os Santos no fim do dia e seguir a noite por ali.

Shows e eventos

Para uma noite com música, vale conferir a programação da Jam no MAM, realizada no Solar do Unhão, e das casas de espetáculo da cidade. Nos meses que antecedem o Carnaval, Salvador também recebe ensaios de artistas e blocos. Como as datas e atrações mudam, consulte a agenda durante a viagem

Onde comer em Salvador?

A gastronomia de Salvador é um atrativo à parte. Entre pratos típicos, acarajés, bebidas e sorvetes de frutas regionais, vale reservar espaço no roteiro para conhecer os sabores da cidade.

No Pelourinho

Em uma de minhas passagens por Salvador almocei na Lanchonete do Maná. O prato feito era saboroso, bem servido e tinha um preço acessível. Essa é uma boa lembrança de refeição sem gastar muito durante o passeio pelo Pelourinho.

Para quem deseja experimentar diferentes pratos da culinária baiana, outra opção é o Restaurante Escola Senac Pelourinho, que serve refeições em formato de buffet.

Mesmo depois de comer, vale passar pelo Cravinho, conhecido pelas bebidas à base de cachaça, com sabores como cravo, canela e gengibre. Se estiver calor, aproveite para provar os sorvetes da A Cubana, que tem sabores como tapioca, umbu, cajá e graviola e conta com unidades em diferentes pontos da cidade.

No Rio Vermelho

O Rio Vermelho tem boas opções para uma refeição dedicada à culinária baiana. A Casa de Tereza trabalha com ingredientes e receitas regionais, enquanto o Dona Mariquita apresenta preparações tradicionais em seu cardápio.

Para comer um acarajé, você pode ir ao Largo de Santana, onde fica o tabuleiro da Dinha, ou ao Largo da Mariquita, onde está o da Cira.

Na Avenida Contorno

Para comer com vista para a Baía de Todos os Santos, a pedida pode ser o Amado, na Avenida Contorno, ao lado da Bahia Marina. O restaurante combina cozinha contemporânea com ingredientes brasileiros e é uma opção para uma refeição mais elaborada.

O que fazer em Salvador com crianças?

Em Ondina, o Parque Zoobotânico da Bahia, conhecido como Zoológico de Salvador, é uma opção para observar animais e conversar com as crianças sobre a preservação da natureza. A área de paleontologia, com uma réplica de tiranossauro, pode chamar a atenção de quem gosta de dinossauros.

Para um passeio em que as crianças possam correr e brincar, considere o Parque da Cidade, com áreas verdes e parquinhos, ou o Parque dos Ventos, na Boca do Rio, que reúne brinquedos, pistas e espaços para atividades ao ar livre. Outra opção é a Lagoa dos Dinossauros, com esculturas de espécies pré-históricas espalhadas pelo parque.

Se a família quiser aproveitar a praia, o Porto da Barra costuma ser procurado por seu mar mais calmo, mas fica cheio, sobretudo nos fins de semana. Confira as condições do mar e o boletim de balneabilidade antes do banho. Na Cidade Baixa, uma parada na Sorveteria da Ribeira pode completar um passeio pela região do Bonfim.

Para quem gosta de futebol, o Tour na Fonte permite conhecer espaços da Arena Fonte Nova, como os vestiários e as arquibancadas, além do Museu do Bahia. Consulte a programação e os ingressos antes de ir, pois as visitas podem mudar em dias de jogos e eventos.

Vale a pena fazer um City tour em Salvador?

Para quem quer ter uma visão geral de Salvador e conhecer pontos de diferentes regiões sem organizar todos os deslocamentos, o tour panorâmico pode ser uma boa escolha. O passeio é feito de ônibus, com guia, e passa pela Basílica do Bonfim, Ribeira, Elevador Lacerda e Mercado Modelo.

O roteiro dura cerca de 4 horas e inclui busca e retorno em hotéis localizados no centro e na orla. É uma forma de se situar na cidade no começo da viagem e decidir a quais lugares você quer voltar com mais tempo. Confira os detalhes e reserve o tour panorâmico por Salvador.

Quantos dias ficar em Salvador?

Se você está se perguntando se vai conseguir ver tudo o que tem pra fazer na cidade em 3 dias eu te antecipo que não.

A cidade é muito grande e tem uma baita variedade de atrações. Além disso, muitos passeios “bate e volta” são possíveis a partir de Salvador, deixando a sua viagem para a Bahia ainda mais interessante. Falaremos mais sobre isso na seção “Arredores de Salvador”.

Se você tem apenas 1 dia para visitar a cidade, indicamos que veja nosso artigo Salvador em 1 dia: roteiro rápido pela cidade. Se você dispuser de mais tempo e quer conhecer pelo menos as atrações principais, sugerimos pelo menos 3 dias por lá.

Pode ficar mais tempo? Veja a seção “Roteiro dia a dia” com sugestão de coisas para fazer se você tiver até uma semana por lá.

Roteiro dia a dia

Se você tem apenas 1 dia para conhecer a cidade, recomendo que leia o artigo Salvador: roteiro rápido pela cidade.

O que fazer em Salvador em 2 dias

Sugiro começar pelas atrações mais famosas:

Dia 1: Passeio pelo Pelourinho + Mercado Modelo e Elevador Lacerda + Praia e Farol da Barra
Dia 2: Conhecer a Basílica de Nosso Senhor do Bomfim e passar a tarde na praia de Itapuã

O que fazer em Salvador em 3 dias

Seguir as sugestões acima para os dias 1 e 2.
Dia 3:  Fazer um passeio de escuna pela Baía de todos os Santos + Conhecer o Dique de Tororó

O que fazer em Salvador em 4 dias

Dia 4: Fazer um Bate e volta na Ilha de Itaparica

O que fazer em Salvador em 7 dias

Dia 5: Visitar o Museu de Arte Moderna e aproveitar o resto do dia livre para alguma atração que não tenha dado tempo anteriormente
Dia 6: Fazer um bate e volta na Praia do Forte
Dia 7: Visitar uma praia menos famosa, como a Praia do Flamengo e conhecer um ou dois fortes que ainda existem na cidade.

Onde se hospedar em Salvador?

A escolha do bairro depende do tipo de viagem: o Centro Histórico facilita os passeios a pé pelo Pelourinho; o Rio Vermelho concentra bares e restaurantes; Barra e Ondina ficam perto da orla; e Itapuã é uma opção para quem prefere se hospedar mais longe do centro.

As notas abaixo são as avaliações dos hóspedes no Booking.com. As diárias médias aproximadas servem para comparar o orçamento das opções: considere um quarto para duas pessoas, exceto no hostel, cujo valor é por pessoa em dormitório compartilhado. Os preços variam conforme a data, o quarto e as condições da reserva.

Próximo ao Pelourinho

Hostel Torre Bahia — Nota: 8,0 | Diária de referência: cerca de R$ 130 por pessoa em dormitório. Opção econômica para quem quer circular pelo centro e não se importa em dividir o quarto.

Pousada Bahia Pelô — Nota: 9,1 | Diária média aproximada: R$ 370 para duas pessoas. Fica na Ladeira do Carmo, entre o Pelourinho e Santo Antônio Além do Carmo.

Bahiacafé Hotel — Nota: 8,9 | Diária média aproximada: R$ 700 para duas pessoas. Instalado em um casarão na Praça da Sé, é uma escolha para quem pretende dedicar bastante tempo ao Centro Histórico.

Hotel Casa do Amarelindo — Nota: 9,4 | Diária média aproximada: R$ 1.200 para duas pessoas. Fica no Pelourinho e tem piscina e terraço com vista para a Baía de Todos os Santos.

Rio Vermelho

Ibis Salvador Rio Vermelho — Nota: 8,3 | Diária média aproximada: R$ 320 para duas pessoas. É uma opção prática para ficar perto dos bares e restaurantes do bairro.

Mercure Salvador Rio Vermelho — Nota: 8,6 | Diária média aproximada: R$ 770 para duas pessoas. Tem piscina com vista para o mar e permite aproveitar a região do Rio Vermelho a pé.

Barra e Ondina

Portobello Ondina Praia — Nota: 8,1 | Diária média aproximada: R$ 430 para duas pessoas. Fica em Ondina, perto da orla, e conta com piscina e restaurante.

Vila Galé Salvador — Nota: 8,4 | Diária média aproximada: R$ 610 para duas pessoas. Também fica em Ondina, de frente para o mar, com piscina e restaurante.

Grande Hotel da Barra — Nota: 8,2 | Diária média aproximada: R$ 660 para duas pessoas. Sua localização, em frente à Praia do Porto da Barra, facilita os passeios pela Barra.

Monte Pascoal Praia Hotel Salvador — Nota: 9,1 | Diária média aproximada: R$ 1.080 para duas pessoas. Fica em frente à Praia do Farol da Barra e tem piscina com vista para o mar.

Itapuã

Farol de Itapuã Praia Hotel — Nota: 8,0 | Diária média aproximada: R$ 380 para duas pessoas. Fica perto da Praia de Itapuã e dispõe de piscina.

Samba Villa da Praia — Nota: 8,4 | Diária média aproximada: R$ 410 para duas pessoas. À beira-mar em Itapuã, tem jardim, piscina e restaurante. É a hospedagem que aparecia na lista anterior como Villa da Praia Hotel.

Vita para a Baía de Todos os Santos, Elevador Lacerda e Mercado Modelo

Quando ir a Salvador: clima e previsão do tempo

De setembro a fevereiro é mais fácil combinar passeios pela cidade com dias de praia. Salvador faz calor o ano inteiro, mas a quantidade de chuva muda bastante ao longo dos meses. Para quem quer priorizar sol e mar, dezembro a fevereiro reúne temperaturas mais altas e alguns dos menores índices de chuva. É também um período de maior movimento.

Abril a julho é a fase mais chuvosa, especialmente abril e maio. Ainda dá para aproveitar Salvador nesses meses, mas vale ter flexibilidade: a chuva pode durar mais do que uma pancada rápida e alterar os planos para a praia ou para os passeios a pé.

O Carnaval também pesa na escolha da data. Se você quer participar da festa, programe a viagem com antecedência. Se prefere uma cidade menos movimentada, evite os dias do evento, cuja data muda a cada ano.

O gráfico abaixo reúne as médias históricas de temperatura e precipitação mês a mês ao longo do ano.

Como chegar e circular em Salvador

A cidade possui um aeroporto internacional que fica a aproximadamente 30km do centro que recebe voos frequentes vindos de várias partes do Brasil.

As atrações de Salvador não ficam perto uma das outras, exceto pelo Pelourinho, onde você poderá andar a pé, a minha sugestão é que você se desloque de carro entre as atrações se você possuir carteira de habilitação, assim terá mais conforto e liberdade para fazer seus passeios.

Se você vai alugar um carro a minha sugestão é que você utilize a RentCars, uma comparadora de preços entre as principais locadoras do mercado, que é parceira aqui do site e eu pessoalmente utilizo nas minhas viagens.

Se você está considerando a opção de viajar até lá de ônibus, a Quero Passagem é a aliada perfeita. Ela é a nossa mais recente parceira aqui no blog e se destaca no universo das vendas de passagens rodoviárias online. Através da plataforma você pode comparar e adquirir passagens dentre uma ampla lista de mais de 200 empresas de ônibus oficiais. Para maior comodidade, as alternativas de pagamento incluem PIX ou cartão de crédito, o qual ainda permite o parcelamento

O que fazer em Salvador com chuva?

Tudo bem que as atividades mais interessantes de Salvador ficam ao ar livre, contudo dá pra adaptar o roteiro para atrações mais culturais e consequentemente em ambientes fechados.

Uma opção é fazer uma visita guiada na Igreja e Convento de São Francisco, visitar o Palácio do Governo, o Museu de Arte Moderna da Bahia, a Fundação Jorge Amado e o  Teatro Miguel Santana.

Dicas de Salvador

Se você estiver procurando um bom lugar para apreciar o pôr do sol na cidade, além do famoso Solar União, que já citamos, vale a pena colocar no roteiro a Ponta do Humaitá. O local foi renovado recentemente e tem uma vista incrível para a Baía de Todos os Santos.

Ele fica na Cidade Baixa e, além de curtir o pôr do sol por lá você ainda poderá curtir outros atrativos como Igreja de Monte Serrat e o Farol de Humaitá.

Salvador é perigoso?

Assim como toda grande cidade que você for visitar, independente se fora ou dentro do Brasil, é bom sempre ficar atento, especialmente nos lugares muito turísticos ou de maior movimento.

Evite ficar dando bobeira com o celular ou camera fotográfica na mão.

Igreja e Convento de São Francisco
Igreja e Convento de São Francisco

Eventos em Salvador

Com certeza o “Carnaval de Salvador” é o evento mais famoso da cidade e um dos carnavais mais famosos do país. Alguns dizem que não há como passar pela vida sem passar um carnaval em Salvador.

Outro evento que já mencionamos é a Lavagem do Bonfim (veja mais sobre esse evento na seção Basílica Nosso Senhor do Bonfim).

Arredores de Salvador

Alguns passeios bate e volta são bem tradicionais a partir de Salvador. Se você tem mais tempo na cidade vale a pena planejar uma ida até a Ilha de Itaparica, a Ilha dos Frades e a Praia do Forte ou até mesmo estender a viagem até Morro de São Paulo.

A Marcelle do blog viciada em viajar também tem indicações de muitas outras praias da Bahia. É só clicar no link pra conferir as dicas.

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– Roteiro de 1 dia em Ilheus

Avisos importantes:

• Preços, horários, regras de acesso e disponibilidade das atrações podem mudar. Antes da visita, consulte os canais oficiais para confirmar as informações e verificar se é necessário agendamento.

• Os valores apresentados servem como referência e podem variar conforme a data, a temporada e a disponibilidade.

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Débora Santiago
Turismóloga e fotógrafa por profissão e blogueira por vocação. Sócio-fundadora e autora do blog Diário de Uma Viajante desde 2010.
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