Ilha da Boa Viagem em Niterói – Como é a visita

A Ilha da Boa Viagem é um local histórico e significativo de Niterói, conhecida pela igreja, pela antiga estrutura militar e pelas histórias de navegadores que passavam por ali para agradecer ou pedir proteção antes de seguir viagem. O conjunto de construções e caminhos da ilha ajuda a entender sua importância ao longo dos séculos, desde o período colonial até os dias de hoje.

Neste artigo, você encontra o que na ilha, como funciona a visitação, horários das visitas guiadas, regras de acesso e informações práticas para chegar e aproveitar o passeio. Fique conosco e saiba mais.

Vista para a Ilha da Boa Viagem
Vista para a Ilha da Boa Viagem

Ilha da Boa Viagem em Niterói – Como é a visita

A visita começa pela ponte de concreto que liga a Praia da Boa Viagem à ilha. Ela é o acesso principal para quem deseja conhecer o local e leva diretamente ao início da subida pelos 127 degraus irregulares e altos talhados na pedra (vá com sapatos adequados).

Segundo os registros da época, os navegadores paravam por ali para agradecer pelas travessias ou pedir proteção antes de seguir viagem pela Baía de Guanabara. Esse costume acabou dando nome ao local e motivou a construção da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, erguida em 1650 e transformada em ponto de peregrinação.

A capela passou por momentos turbulentos ao longo da história. Em 1711, foi destruída durante a invasão francesa e só décadas depois voltou a ser erguida, dessa vez em estilo neoclássico. Com o passar dos anos, suas construções ganharam importância simbólica para a cidade e, em 1938, todo o conjunto foi tombado pelo Iphan como patrimônio histórico.

Mesmo com todo esse valor histórico, a ilha enfrentou períodos de abandono. O descaso levou à depredação das estruturas e ao desaparecimento de itens importantes, como o antigo sino da capela. Nos últimos anos, o cenário mudou: o espaço foi restaurado, ganhou sinalização adequada e hoje oferece uma visita muito mais estruturada, que ajuda o público a compreender melhor a trajetória do local.

Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem

A primeira parada do percurso é o casarão conhecido como “castelo”, a última construção erguida na ilha. Ele foi levantado em 1940, época em que a Marinha administrava o local, e chegou a ficar em situação crítica antes das obras que evitaram seu desabamento. Hoje, o espaço funciona como um pequeno museu, com uma exposição que apresenta a história da ilha e o processo de recuperação realizado pela prefeitura de Niterói.

“Castelo” – Na Ilha de Boa Viagem

O prédio já abrigou os Escoteiros do Mar e mantém janelões que se abrem para uma vista ampla da Baía de Guanabara. Para os visitantes, o local oferece uma estrutura básica com banheiros e bebedouros, servindo como um ponto de apoio durante o passeio.

Uma curiosidade é que, dentro do castelo, há uma fotografia antiga do morro do Corcovado antes da inauguração do Cristo Redentor, em 1931. Vale observar a imagem com atenção, já que ela mostra a paisagem carioca sem o monumento que hoje é um dos seus principais símbolos.

Depois da visita ao castelo e à capela, o caminho segue para a última edificação da ilha: o Fortim. A posição estratégica da Ilha da Boa Viagem na Baía de Guanabara fez com que ela integrasse o antigo Sistema Defensivo Brasileiro. Registros históricos indicam que o fortim começou a ser construído em 1702 e contava com cerca de cinco ou seis peças de artilharia.

A descida até ele é íngreme, com mais de 180 degraus, e leva a um ponto que oferece uma das vistas mais bonitas do passeio: o Fortim de Boa Viagem cercado pela paisagem da Baía da Guanabara, com o Pão de Açúcar e o Corcovado ao fundo.

Fortim de Boa Viagem
Fortim de Boa Viagem

A liberação da visitação sem necessidade de agendamento, implementada em janeiro de 2025, tornou o passeio ainda mais acessível para moradores e turistas. Agora basta chegar ao local dentro do horário de funcionamento para explorar a ilha no seu ritmo. Apenas vale ficar atento: em dias de chuva, ou quando choveu na véspera, o acesso pode ser suspenso por questões de segurança.

E já que você está ali, aproveite para estender o passeio até o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC), que fica bem perto e complementa o roteiro com uma das arquiteturas mais marcantes da cidade.

Informações Úteis sobre a Ilha da Boa Viagem em Niterói

Ingresso: Gratuito

Horário de Funcionamento: visitação livre de terça a domingo, das 10h às 17h.

Visitação Guiada: As visitas guiadas acontecem nos horários de 10h, 11h30, 13h e 15h, sem necessidade de agendamento. O visitante deve apenas se dirigir ao CAT – Centro de Atendimento ao Turista, ao lado da ponte de acesso, e chegar com 10 minutos de antecedência para o credenciamento.

Visitação de Grupos: Grupos escolares ou turísticos precisam realizar agendamento prévio. As solicitações devem ser feitas pelo e-mail [email protected] ou pelo telefone/WhatsApp (21) 3611-3828.

Infraestrutura: Banheiros e bebedouros no castelo, na igreja e bebedouro no Fortim. Não há lanchonete no local.

Estacionamento: Não há. Procure vagas rotativas nas ruas do entorno.

Endereço: Av. Benjamim Sodré S/N – Boa Viagem – Niterói

Ponte que leva a Ilha de Boa Viagem
Ponte que leva a Ilha de Boa Viagem

Como chegar na Ilha de Boa Viagem

Para quem vai de carro, basta colocar Ilha da Boa Viagem no GPS e seguir até a Praia da Boa Viagem.

Já quem prefere transporte público pode utilizar a linha 47B – Circular Via MAC, que parte do Terminal João Goulart e para exatamente em frente ao CAT (Centro de Atendimento ao Turista), ponto de início da visita.

Avisos importantes:

– Devido a pandemia de covid-19, muitos dos atrativos citados nesse artigo podem ter interrompido suas atividades temporariamente ou permanentemente, ou mesmo, podem necessitar de agendamento prévio, por isso, indicamos que você entre em contato com a propriedade antes da visita para confirmar os horários de funcionamento e regras de visitação.

– Os valores citados ao logo desse artigo (caso haja), podem ter sofrido alteração desde a data de nossa última visita.

– Essa página contém link de afiliados, mas não nos responsabilizamos pelos serviços prestados por empresas, hotéis ou anúncios exibidos ao longo desse texto.

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Débora Santiago
Turismóloga e fotógrafa por profissão e blogueira por vocação. Sócio-fundadora e autora do blog Diário de Uma Viajante desde 2010.
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Resumo
do Artigo:
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