Crôa do Goré e Ilha dos Namorados: vale a pena?

A Crôa do Goré e a Ilha dos Namorados formam um dos passeios mais tradicionais para quem visita Aracaju. É uma experiência tranquila, feita em meio à paisagem do Rio Vaza-Barris, com paradas para banho e bastante tempo para aproveitar o dia.

Eu fiz esse passeio durante a minha viagem de 4 dias por Aracaju e, no geral, achei que vale a pena para uma primeira visita à cidade. As águas são calmas, sem ondas, o que também torna o roteiro interessante para famílias com crianças.

Ao longo deste artigo, conto como foi a experiência, quanto tempo durou, como funcionava a estrutura, o que estava incluído e se eu faria o passeio novamente.

Crôa do Goré
Crôa do Goré

Como é o passeio para Crôa do Goré e Ilha dos Namorados

O embarque acontece na Orla do Pôr do Sol, na região do Mosqueiro, a cerca de 20 km da Orla de Atalaia. Como boa parte dos visitantes se hospeda em Atalaia, é importante considerar também esse deslocamento até o ponto de saída das embarcações.

No meu caso, fiz o passeio já contratado com transporte incluído. Fui buscada na minha hospedagem e seguimos de micro-ônibus até a Orla do Pôr do Sol, onde embarcamos no catamarã. Ao longo deste artigo, vou relatar principalmente como foi essa experiência que eu fiz; mais adiante, também explico outras formas de conhecer a Crôa do Goré e a Ilha dos Namorados, já que existem diferentes tipos e possibilidades de embarcação e roteiros.

Orla do Pôr do Sol
Orla do Pôr do Sol

Depois do embarque, a navegação segue pelo Rio Vaza-Barris, passando por trechos de manguezal e pela paisagem do estuário, já próximo à região onde o rio encontra o mar.

O catamarã que usei tinha dois andares, lugares para sentar, banheiro e chuveiro, além de serviço de bordo durante o trajeto. Era possível pedir petiscos e drinks ao longo do passeio.

Durante o percurso, havia também um sanfoneiro tocando forró, trazendo um “sabor” nordestino para bordo. Na minha viagem, em setembro de 2026, o couvert do sanfoneiro era de R$ 10 por pessoa, pago à parte.

O consumo de alimentos e bebidas era registrado em uma pulseira/comanda e acertado no final do passeio, podendo inclusive ser pago com cartão de crédito.

Navegação pelo Rio Vaza-Barris
Navegação pelo Rio Vaza-Barris

Crôa do Goré

A primeira parada do passeio foi na Crôa do Goré, um banco de areia que aparece no Rio Vaza-Barris conforme a maré baixa. O nome reúne duas referências locais: “crôa” é como são chamados esses bancos de areia que ficam expostos durante a maré baixa, enquanto o “goré” é um pequeno crustáceo semelhante a um caranguejo encontrado nos manguezais da região.

No meu passeio, permanecemos ali por aproximadamente 1 hora, mas esse tempo não é fixo. A permanência depende bastante das condições da maré e, na minha experiência, deu para perceber claramente como a água subia rápido ao longo da parada. Por isso, é importante respeitar as orientações e os horários informados pela tripulação.

O banho é tranquilo, sem ondas, e achei especialmente agradável nas áreas mais próximas da borda do banco de areia, onde o fundo era de areia. Em alguns trechos mais fundos, porém, a água tinha um aspecto mais lamacento.

A Crôa tinha uma estrutura simples, mas suficiente para o tempo de permanência: havia mesas, cadeiras, áreas de sombra e barracas oferecendo alimentos e bebidas. O banheiro, porém, estava disponível apenas na embarcação.

Foi também a parada em que encontrei mais movimento. Havia outras embarcações chegando ao mesmo tempo e bastante gente concentrada no banco de areia, então achei o ambiente um pouco mais cheio e agitado.

Chegando na Crôa do Goré
Chegando na Crôa do Goré

Ilha dos Namorados

Depois da Crôa do Goré, seguimos para a Ilha dos Namorados, também formada por um banco de areia próximo à foz do Rio Vaza-Barris, já na região de encontro com o mar.

O nome está ligado a uma lenda local. Conta-se que um casal teria ido até o banco de areia para ficar a sós, mas não amarrou direito a pequena embarcação. Com a subida da maré, o barco acabou sendo levado e os dois ficaram ilhados até serem encontrados e resgatados por pescadores. A história acabou dando origem ao nome do lugar.

No meu passeio, a parada na Ilha dos Namorados foi mais longa, de aproximadamente 2 horas. Diferentemente da Crôa do Goré, ali não havia barracas fixas atendendo o grupo. Toda a estrutura foi montada pela própria equipe da embarcação, com mesas, cadeiras e áreas de sombra.

O serviço de alimentos e bebidas também vinha do catamarã. Como tínhamos mais tempo nessa parada, achei um bom momento para pedir o almoço e aproveitar o local com mais calma.

As águas também eram tranquilas e sem ondas e na parte “interna” da ilha ainda havia a formação de piscinas naturais com águas ainda mais morninhas.

Chegando na Ilha dos Namorados
Chegando na Ilha dos Namorados

Crôa do Goré e Ilha dos Namorados com crianças: vale a pena?

Sim. Achei o passeio uma boa opção para quem viaja com crianças, principalmente porque as águas são calmas e sem ondas, com trechos rasos e áreas de banho mais tranquilas.

O principal cuidado é com a maré, que pode subir rapidamente, especialmente na Crôa do Goré. Por isso, é importante respeitar as orientações da tripulação e manter as crianças sempre por perto.

Crôa do Goré ou Ilha dos Namorados: qual gostei mais?

Entre as duas paradas, gostei mais da Ilha dos Namorados. Como ficamos mais tempo por lá, consegui aproveitar o banho e a estrutura com mais calma.

Na Crôa do Goré, achei o ambiente mais cheio, com mais barcos e pessoas concentradas no mesmo espaço, além da maré subir bem rápido durante a parada.

Quanto tempo dura e quais são as formas de fazer o passeio?

No meu caso, o passeio durou cerca de 7 horas no total, já considerando o transporte entre a hospedagem e a Orla do Pôr do Sol. Fui buscada no hotel por volta das 8h da manhã e, aproximadamente às 15h, já estava de volta.

A primeira parada foi na Crôa do Goré, onde permanecemos por cerca de 1 hora. Depois seguimos para a Ilha dos Namorados, onde ficamos aproximadamente 2 horas. Saímos da ilha por volta das 13h30 para iniciar o retorno.

Esses horários servem apenas como referência da minha experiência. Como o passeio depende bastante da maré, tanto o horário de saída quanto a ordem das paradas e o tempo de permanência em cada local podem variar de um dia para o outro.

Também existem diferentes formas de conhecer a Crôa do Goré e a Ilha dos Namorados. É possível contratar uma excursão completa, com transporte saindo de Aracaju, ou ir por conta própria até a Orla do Pôr do Sol e contratar apenas a navegação.

As opções de embarcação também variam. Há passeios de catamarã, escuna e lancha, além de roteiros que passam pelas duas atrações ou se concentram em apenas uma delas. Algumas empresas também oferecem versões com outras paradas ou passeios em horários diferentes.

O catamarã costuma ser uma opção interessante para quem valoriza mais estrutura durante o passeio. Já as lanchas costumam levar grupos menores e podem oferecer uma experiência mais flexível, dependendo da empresa e do roteiro contratado.

Por isso, antes de reservar, vale conferir alguns pontos: tipo de embarcação, atrações incluídas, duração prevista, horário de saída, transporte desde Aracaju e o que está ou não incluído no valor.

Eu reservei o passeio pela Civitatis, com transporte saindo da região da Orla de Aracaju até a Orla do Pôr do Sol e navegação de catamarã com paradas na Crôa do Goré e na Ilha dos Namorados.

Escolhi esse formato principalmente pela praticidade de já sair da hospedagem com toda a logística organizada, sem precisar me preocupar com o deslocamento até o Mosqueiro nem contratar a embarcação separadamente.

Paguei normalmente pela experiência e não houve parceria com a empresa. No valor do passeio, alimentação e bebidas não estavam incluídas e eram cobradas de acordo com o consumo. O couvert do sanfoneiro foi cobrado a parte e na minha viagem, em setembro de 2026, custava R$ 10 por pessoa.

Se você preferir organizar o passeio por conta própria, pode valer a pena comparar o preço da excursão completa com o valor de ir até a Orla do Pôr do Sol e contratar somente a navegação.

Consulte aqui os valores e a disponibilidade do passeio à Crôa do Goré e Ilha dos Namorados pela Civitatis

Ilha dos Namorados
Ilha dos Namorados

Dicas para fazer o passeio à Crôa do Goré e Ilha dos Namorados

Como boa parte do passeio acontece em áreas abertas, vale levar protetor solar, chapéu ou boné, roupa de banho, toalha, chinelo e uma troca de roupa. Também é uma boa ideia levar água, mesmo que haja serviço de bordo na embarcação. Siga sempre as orientações da tripulação e não se afaste demais da área indicada.

Ilha dos Namorados
Ilha dos Namorados

Afinal, Crôa do Goré e Ilha dos Namorados vale a pena?

Na minha opinião, sim, vale a pena, principalmente para quem está visitando Aracaju pela primeira vez. É um passeio tradicional, tranquilo e com uma dinâmica diferente das praias urbanas, combinando navegação pelo Rio Vaza-Barris, banho em águas calmas e duas paradas ao longo do dia.

Por outro lado, é um passeio que eu faria uma vez. Gostei da experiência, mas não encontrei atividades ou atrações diferentes que, para mim, justificassem uma segunda visita. Se eu voltasse a Aracaju e tivesse que escolher entre repetir esse passeio ou o de Praia do Saco e Lagoa dos Tambaquis, eu escolheria o segundo, porque achei que ele oferece mais variedade de experiências.

Avisos importantes:

• Preços, horários, regras de acesso e disponibilidade das atrações podem mudar. Antes da visita, consulte os canais oficiais para confirmar as informações e verificar se é necessário agendamento.

• Os valores apresentados servem como referência e podem variar conforme a data, a temporada e a disponibilidade.

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Débora Santiago
Turismóloga e fotógrafa por profissão e blogueira por vocação. Sócio-fundadora e autora do blog Diário de Uma Viajante desde 2010.
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