Museu Casa da Xilogravura: um passeio cultural em Campos do Jordão

Campos do Jordão vai muito além dos restaurantes badalados e das ruas movimentadas de Capivari. Em meio ao clima de montanha da cidade, existem também atrações culturais que surpreendem pela originalidade e pela riqueza de detalhes, como o Museu Casa da Xilogravura.

Instalado em um casarão histórico, o espaço é dedicado à xilogravura, técnica artística feita a partir de matrizes entalhadas em madeira. O passeio convida o visitante a mergulhar no universo das gravuras, da impressão e da história da comunicação visual, reunindo obras, documentos e curiosidades espalhadas por mais de 20 salas.

Neste artigo, vou mostrar como é a visita ao Museu Casa da Xilogravura, o que você encontra por lá, valores atualizados, além de informações úteis para incluir esse passeio no seu roteiro por Campos do Jordão. Aproveite também para conferir nosso artigo completo sobre o que fazer em Campos do Jordão.

Museu Casa da Xilogravura - Fachada
Museu Casa da Xilogravura – Fachada

Museu Casa da Xilogravura: Como é a visita

Enquanto boa parte dos turistas concentra o roteiro em restaurantes, parques e cafeterias, o espaço convida o visitante a desacelerar e mergulhar em um universo artístico cheio de história, detalhes e curiosidades.

Logo na entrada, já chama atenção o fato de o museu funcionar em um casarão histórico construído em 1928, que anteriormente abrigou o Mosteiro de São João das Irmãs Beneditinas. Desde 1987, o imóvel passou a receber a Casa da Xilogravura, criada pelo professor e pesquisador Antonio F. Costella, responsável por reunir um dos mais importantes acervos do gênero no Brasil.

O museu é dedicado à xilogravura, técnica artística feita a partir de matrizes entalhadas em madeira. Essas matrizes recebem tinta e depois são prensadas sobre papel ou outros materiais, criando as gravuras. A técnica ficou bastante conhecida no Brasil pelas capas dos folhetos de cordel nordestinos, mas o passeio mostra que sua história é muito mais ampla e antiga do que muita gente imagina.

Ao longo da visita, o público percorre mais de 20 salas expositivas. Cada ambiente apresenta um recorte diferente da evolução da xilogravura no mundo, desde registros chineses do ano 868 até obras brasileiras modernas e contemporâneas. A sensação é quase a de caminhar por uma linha do tempo da comunicação impressa.

Uma das partes mais interessantes do passeio é perceber como a xilogravura influenciou diferentes áreas ao longo dos séculos. Além das gravuras artísticas, o acervo inclui materiais ligados à impressão de livros, jornais, revistas, propagandas, rótulos, cartas de baralho e publicações antigas.

Durante a visita, vale prestar atenção nos painéis históricos espalhados pelas salas. Eles ajudam a contextualizar como a técnica surgiu na China, ganhou força na Europa, passou pelos livros ilustrados medievais e chegou ao Brasil principalmente através da literatura de cordel. O museu consegue transformar um tema que poderia parecer técnico em algo bastante acessível e visual.

Outro destaque é justamente a presença das xilogravuras populares brasileiras, especialmente as ligadas ao cordel nordestino. As obras carregam traços fortes, cenas do cotidiano, figuras folclóricas e personagens típicos que ajudam a entender a importância cultural dessa arte no país.

As salas também possuem vitrines antigas, máquinas, molduras, documentos históricos e paredes repletas de gravuras que criam um visual bastante fotogênico. Em muitos momentos, o passeio lembra pequenas galerias de arte misturadas com um centro de memória gráfica.

Apesar de ser um museu bastante completo, a visita costuma ser tranquila e silenciosa, sem grandes aglomerações. Isso permite observar as obras com calma, ler os textos explicativos e absorver melhor cada ambiente. Para quem aprecia experiências culturais mais contemplativas, é um passeio que funciona muito bem.

O espaço também surpreende pela dimensão do acervo, onde o próprio fundador conta que o museu começou de forma simples, ocupando apenas três salas, mas cresceu ao longo dos anos até tomar praticamente todo o imóvel. Hoje, a coleção reúne milhares de obras de artistas brasileiros e estrangeiros.

Ao final da visita, vale passar pela lojinha do museu, que reúne livros, gravuras, publicações e outros itens relacionados ao universo da xilogravura, funcionando como uma extensão interessante da experiência para quem deseja se aprofundar ainda mais no tema.

Museu Casa da Xilogravura
Museu Casa da Xilogravura

Ingressos para o Museu Casa da Xilogravura

A visita ao Museu Casa da Xilogravura é paga e costuma valer bastante a pena para quem gosta de arte, história e experiências culturais diferentes em Campos do Jordão.

Os ingressos têm os seguintes valores:

– Inteira: R$ 40
– Maiores de 60 anos: R$ 20
– Gratuito para menores de 12 anos
– Escolas gratuitas mediante agendamento prévio

Museu Casa da Xilogravura
Museu Casa da Xilogravura

Da China ao cordel nordestino: a viagem histórica da xilogravura

Uma das partes mais interessantes da visita ao Museu Casa da Xilogravura é perceber como essa técnica atravessou séculos e diferentes partes do mundo até chegar ao Brasil.

Os registros mais antigos apresentados no museu remetem à China do ano 868, período em que a xilogravura já era utilizada na impressão de textos religiosos. Mais tarde, a técnica ganhou força na Europa medieval, passando a ilustrar livros, imagens sacras e diversos materiais impressos.

Com o passar do tempo, a xilogravura também passou a influenciar jornais, revistas, propagandas e outras formas de comunicação visual. O acervo mostra como a técnica esteve presente em diferentes momentos da história da impressão gráfica.

No Brasil, a xilogravura encontrou enorme expressão na literatura de cordel nordestina. As capas dos folhetos populares ajudaram a popularizar o estilo no país, criando imagens marcantes que permanecem fortemente associadas à cultura brasileira até hoje.

Museu Casa da Xilogravura
Museu Casa da Xilogravura

Informações úteis sobre o Museu Casa da Xilogravura

Horário de funcionamento: Quinta a segunda-feira, das 9h às 12h e das 14h às 17h. Fechado às terças e quartas-feiras.

Tempo médio de visitação: Aproximadamente 1h, dependendo do ritmo da visita.

Contato: (12) 3662-1832 | Site Oficial | Instagram: @museuasadaxilogravura

Endereço: Av. Eduardo Moreira da Cruz, 295 – Jaguaribe, Campos do Jordão – SP

Museu Casa da Xilogravura
Museu Casa da Xilogravura

Onde se hospedar em Campos do Jordão

Campos do Jordão tem uma rede de hospedagem bem variada, com opções que vão desde pousadas mais simples e econômicas até hotéis sofisticados em meio às montanhas. A escolha da melhor região vai depender bastante do estilo da viagem e do tipo de experiência que você procura na serra.

Golden Park Campos do Jordão funciona bem para quem prefere uma hospedagem mais tranquila em meio à natureza, com piscina e café da manhã incluso.

Hotel Leão da Montanha é uma alternativa prática para quem deseja ficar próximo de Capivari e aproveitar a estrutura com piscina, spa e restaurante.

Para uma estadia mais acolhedora, a Pousada Café Poesia oferece ambiente intimista, aceita pets e fica perto do centro turístico.

Enquanto isso, o Canada Lodge Campos do Jordão aposta em uma experiência mais sofisticada, com decoração inspirada em lodges canadenses, hidromassagem e quartos mais completos para casais.

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Avisos importantes:

– Devido a pandemia de covid-19, muitos dos atrativos citados nesse artigo podem ter interrompido suas atividades temporariamente ou permanentemente, ou mesmo, podem necessitar de agendamento prévio, por isso, indicamos que você entre em contato com a propriedade antes da visita para confirmar os horários de funcionamento e regras de visitação.

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Débora Santiago
Turismóloga e fotógrafa por profissão e blogueira por vocação. Sócio-fundadora e autora do blog Diário de Uma Viajante desde 2010.
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