Fortes de Niterói – Quais são e como visitar

A cidade de Niterói é recheada de fortificações que ajudam a contar a história do Brasil e muitas delas estão abertas a visitação e revelam lugares lindos, pouco visitados e até com classificação de ser uma das vistas 360 graus mais bonitas do mundo.

Os fortes que existem em Niterói são a Fortaleza de Santa Cruz, o Forte Barão do Rio Branco, Forte Imbuí, Forte São Luís e do Pico, Forte de Gragoatá e Fortin de Boa Viagem e cada forte guarda histórias que atravessam séculos e proporcionam um passeio que mistura paisagem, arquitetura militar e natureza.

Nesse artigo você vai entender quais deles estão abertos, como funciona a visita e muitas dicas que irão enriquecer o seu passeio.

Prontos para ver a Baía de Guanabara de muitos ângulos diferentes? Então vamos lá!

Portal do Forte São Luis
Portal do Forte São Luis

Fortes de Niterói – Quais são e como visitar

Fortaleza de Santa Cruz da Barra

A chegada já mostra a importância estratégica do lugar, instalado na entrada da Baía de Guanabara e considerado o sítio militar de ocupação contínua mais antigo das Américas.

A visita guiada começa pela Capela de Santa Bárbara, do século dezoito, onde nasceu a expressão “um olho no padre e outro na missa”, já que os soldados assistiam à cerimônia enquanto mantinham a vigília pela janela lateral. Depois o percurso passa pela bateria de canhões, áreas onde funcionaram antigas celas e trechos preservados que mostram a evolução da defesa ao longo dos séculos.

O acervo reúne dezenas de peças de artilharia e elementos que ajudam a entender o papel da fortaleza na proteção da baía. Em dias claros a vista é um dos pontos mais marcantes, especialmente no fim da tarde.

Vista da Fortaleza de Santa Cruz

Forte Barão do Rio Branco

No Forte Barão do Rio Branco a área de visitação é pequena, já que trata-se de uma base militar ainda em funcionamento, mas ele é cheio de elementos históricos importantes.

Logo no início da visita você encontra alguns canhões utilizados em combate e dois monumentos que resgatam momentos marcantes da participação do Brasil na Segunda Guerra. Um homenageia os náufragos dos navios Baependy e Itagiba. O outro lembra o grupo brasileiro que atuou nos Montes Apeninos e exibe o tubo original de um canhão associado à famosa expressão “a cobra vai fumar”, que virou símbolo da Força Expedicionária Brasileira.

É também nesse ponto que você descobre onde ficava o antigo Forte da Praia de Fora, hoje muito pouco mencionado. O Forte Barão do Rio Branco funciona como acesso para os outros dois fortes do complexo, o Forte São Luis e o Forte do Pico, que ficam no alto do morro e completam a experiência.

Forte Barão do Rio Branco

Forte São Luís

Do Forte Barão do Rio Branco você segue para o Forte São Luis, que fica no alto do morro e pode ser alcançado de carro ou a pé. A caminhada é possível, porém exige preparo em dias quentes, já que o trajeto tem cerca de três quilômetros de subida contínua. Levar água, escolher roupas leves e usar tênis ajuda bastante na experiência.

Ao se aproximar do forte o primeiro destaque é o portal histórico construído em pedras trazidas de Portugal. Cada bloco foi encaixado com precisão, sem rejunte, formando uma estrutura robusta que funciona quase como um grande quebra cabeça de pedra. Esse portal faz parte do conjunto arquitetônico erguido entre 1769 e 1775 e marca a entrada para uma das áreas mais interessantes da visita.

O Forte São Luis está a 180 metros de altitude e revela espaços antigos, corredores parcialmente preservados e áreas onde ficavam alojamentos de oficiais e praças. A construção começou em 1715 e foi ganhando novas funções ao longo do tempo, principalmente a partir de 1913, quando se decidiu instalar outra estrutura de vigilância no topo da montanha, que mais tarde daria origem ao Forte do Pico.

As ruínas espalhadas pelo terreno criam um visual bem particular. Muitas pessoas comparam o cenário a Machu Picchu por causa da altitude e das paredes em ruínas de pedras.

Forte São Luís

Forte do Pico

O Forte do Pico está localizado a 227 metros acima do nível do mar. A subida até o topo leva ao ponto mais alto do complexo do Parque Histórico Monte Bastione, onde você encontra antigos canhões, partes do acervo histórico e áreas que ajudam a visualizar como funcionava a defesa instalada ali.

A vista é o grande destaque. Do alto a paisagem se abre sem interrupções e revela o Pão de Açúcar, o Corcovado e outros pontos famosos do Rio eNiterói. É o tipo de cenário que convida a parar por alguns minutos, observar a Baía de Guanabara lá embaixo e registrar fotos que traduzem bem a grandiosidade do lugar.

Diversas publicações e sites de turismo afirmam que o Forte do Pico já apareceu entre os melhores pontos de observação do mundo.

Vista do Forte do Pico

Fortin de Boa Viagem

O Fortin de Boa Viagem fica na Ilha de Boa Viagem, que passou por um longo período de restauração e foi reaberta ao público em setembro de 2023. No início a visita só era permitida com agendamento, mas desde janeiro de 2025 o acesso é livre e gratuito, sem necessidade de reserva, exceto no caso de grupos maiores ou excursões.

As visitas guiadas à ilha e ao fortim saem do CAT, o Centro de Atendimento ao Turista, localizado ao lado da ponte que liga o continente à ilha. Os horários disponíveis são 10h, 11h30, 13h e 15h. Mas caso você não queira a visita guiada você pode fazer a visitação livre de terça a domingo de 10h as 17h.

No ponto mais alto da ilha foi construída a Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem, local que logo virou ponto de devoção para marinheiros e viajantes que cruzavam a baía. Essa atmosfera histórica se complementa com o pequeno fortim instalado ali, conhecido como Bateria da Boa Viagem ou Fortin de Boa Viagem. Era uma estrutura modesta, equipada com cerca de cinco ou seis peças de artilharia, criada para reforçar a defesa da entrada da Baía de Guanabara.

Tombada pelo IPHAN, a ilha oferece uma vista panorâmica que enquadra o Pão de Açúcar, o Cristo Redentor e toda a entrada da Baía de Guanabara

Fortin de Boa Viagem
Fortin de Boa Viagem

Forte de Gragoatá

O Forte de Gragoatá, oficialmente conhecido como Forte de São Domingos de Gragoatá, é uma das construções mais antigas da Baía de Guanabara. Sua origem remonta ao final do século XVII e ele atravessou diferentes períodos da história com um papel importante na defesa do litoral.

Um dos momentos mais marcantes aconteceu durante a Revolta da Armada, quando o forte sediou o Batalhão Acadêmico, formado por jovens estudantes. Eles resistiram aos ataques do navio Aquidabã e essa defesa firme ajudou a consolidar o título de “Cidade Invicta” dado a Niterói. O conjunto foi tombado pelo IPHAN em 1938 e preserva elementos que contam bem essa trajetória.

Hoje o Forte de Gragoatá funciona como unidade militar ativa e abriga a 2ª Circunscrição de Serviço Militar, o que significa que a área permanece fechada ao público. Nos últimos anos surgiram conversas entre a Prefeitura de Niterói e o Exército para avaliar melhorias que permitam a abertura futura para visitação (fonte Prefeitura de Niterói). Ainda não há previsão, mas a possibilidade anima quem deseja ver o forte integrado ao roteiro turístico da cidade no futuro.

Forte de Gragoatá
Forte de Gragoatá

Forte Imbuhy

O acesso ao Forte Imbuí também se dá pelo Forte Barão do Rio Branco, porém a visitação não está disponível. Atualmente ele funciona como um hotel de trânsito para militares, o que significa que, infelizmente, a área permanece fechada ao público.

Avisos importantes:

– Devido a pandemia de covid-19, muitos dos atrativos citados nesse artigo podem ter interrompido suas atividades temporariamente ou permanentemente, ou mesmo, podem necessitar de agendamento prévio, por isso, indicamos que você entre em contato com a propriedade antes da visita para confirmar os horários de funcionamento e regras de visitação.

– Os valores citados ao logo desse artigo (caso haja), podem ter sofrido alteração desde a data de nossa última visita.

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Débora Santiago
Turismóloga e fotógrafa por profissão e blogueira por vocação. Sócio-fundadora e autora do blog Diário de Uma Viajante desde 2010.
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Resumo
do Artigo:
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